Posts Tagged ‘poluição do ar’

Mundo caminha para colapso ambiental, alerta organização internacional

abril 23rd, 2012

O mundo está caminhando para um colapso ambiental e, se nada for feito, os custos da paralisia podem ser “colossais” para as economias e a humanidade. O alerta foi dado hoje pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), grupo de cooperação internacional formado por 34 países, a maioria ricos.

O relatório “Previsões Ambientais para 2050: As Consequências da Inação” traz dados alarmantes sobre temas como as mudanças climáticas, biodiversidade, água e os impactos da poluição na saúde humana.

Segundo o estudo, até 2050 a demanda mundial por energia deve crescer 80%, sendo que 85% dessa energia deve continuar sendo suprida por combustíveis fósseis. Isso fará com que as emissões de CO2, principal gás causador do efeito estufa, aumentem 50%. Nesse cenário, é dado como certo que a temperatura global suba entre 3°C e 6°C – bem acima dos 2ºC de aquecimento estimado pelo Painel de Mudanças Climáticas da ONU.

A poluição do ar será o principal problema ambiental em termos de saúde pública, superando a falta de acesso ao saneamento e água potável. O número de mortes prematuras relacionadas a males causados pela poluição do ar deverá mais do que dobrar, especialmente em países como China e Índia.

Atualmente as doenças respiratórias associadas à poluição matam 3,6 milhões de pessoas por ano em todo o mundo.

O crescimento da demanda por água potável é outro tema que preocupada a OCDE. A entidade estima que a demanda crescerá 55%, especialmente para uso na indústria (aumento estimado de 400%), usinas termelétricas (+140%) e uso doméstico (+130%). Esse aumento na demanda deve colocar sob risco de escassez hídrica tanto os agricultores quanto 2,3 bilhões de pessoas que vivem perto de rios, especialmente na África e Ásia.

As florestas, que são importantes para os ciclos hídricos, devem ocupar ainda menos espaço até 2050: a OCDE estima que as áreas com florestas encolherão 13%, com perda acentuada da biodiversidade.

Na avaliação de Angel Gurría, secretário-geral da OCDE, a saída para minimizar o colapso ambiental será a adoção de uma mentalidade mais focada no longo prazo, apoiada na ideia da economia verde – tema central da Rio+20, a conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável que o país sediará em junho. “Buscar um crescimento mais verde pode ajudar os governantes a enfrentar esses desafios. Tornar mais sustentáveis a agricultura, a indústria o fornecimento de energia e água será crucial para atender as necessidades de mais de 9 bilhões de pessoas”, disse Gurría.

UM PREÇO PARA A NATUREZA

O relatório apela ainda por uma mudança de política. Propõe a adoção de taxas ambientais e sistemas de comércio de emissões de modo a tornar a poluição mais cara e as alternativas sustentáveis mais baratas. Também sugere colocar um preço pelos serviços prestados pelos ecossistemas (produção de água, ar limpo, biodiversidade) como forma de valorizá-los economicamente.

A OCDE também defende a remoção dos subsídios dados pelos governos aos combustíveis fósseis e investimentos pesados em pesquisa e desenvolvimento com foco em inovação verde.

Alguns exemplos bem-sucedidos de políticas verdes são apontados no estudo. Um exemplo é a criação, pelo governo britânico, do Banco de Investimentos Verdes, uma iniciativa que destinará 3 bilhões de libras esterlinas para projetos inovadores com foco em sustentabilidade – e a meta é chegar a 15 bilhões de libras em investimentos privados até 2015, especialmente nas áreas de energia e reciclagem.

No Japão, a cidade de Kitakyushu elaborou um plano para se tornar uma das cidades mais sustentáveis do país, com baixa emissão de carbono e o engajamento da prefeitura, empresas e moradores na iniciativa.

Leia o relatório da OCDE, em inglês

Fonte: FOLHA.com

Iniciativas sustentáveis, que ajudam a minimizar nosso impacto sobre o planeta e prometem ganhar força este ano

março 2nd, 2012

Ecotáxis

Os táxis desempenham um papel fundamental no transporte público das cidades. Mas como qualquer veículo comum, movido a combustível fóssil, contribui para a poluição do ar e para emissão de gases efeito estufa. Cientes deste efeito negativo, um número cada vez maior de cidades tem incluído as frotas de táxis em programas de combate ao aquecimento global.

Para melhorar a qualidade de vida e reduzir emissões, São Francisco, na Califórnia lançou em 2007 um programa de incentivo para que as companhias de táxis adquirissem carros com tecnologia limpa. Atualmente, 78% da frota da cidade (de 1,5 mil carros) é composta por táxis híbridos ou movidos a células combustíveis a gás natural comprimido (GNC). Entusiasta desta tendência, Londres, que já usa veículos elétricos em táxis comuns, já começou a substituir toda a frota de seus icônicos Black cabs por modelos iguais por fora, mas movidos a células de combustível a hidrogênio.

Fonte: EXAME.com

 

Poluição de rio na China leva população a estocar água

março 1st, 2012

DA REUTERS, EM HONG KONG

Residentes de uma cidade no sul da China correram para comprar água potável depois que níveis excessivos de cádmio carcinogênico foram encontrados na fonte de um rio que abastece o local, relatou a mídia estatal, no mais recente escândalo de saúde a atingir o país.

A poluição dos córregos por resíduos tóxicos de fábricas e fazendas é um problema grave na China, levando as autoridades a clamar por políticas que exijam a eliminação da poluição por metais pesados, embora o problema não mostre sinais de estar sendo solucionado.

Os níveis de cádmio no rio Longjiang, na região autônoma de Guangxi Zhuang, chegaram a três vezes o limite oficial na quarta-feira, afirma a agência estatal de notícias Xinhua, apontando como responsável uma mineradora.

Níveis excessivos de cádmio foram detectados no último domingo, disse a agência, acrescentando que as autoridades injetaram no rio 80 toneladas de cloreto de alumínio, um agente neutralizante, em uma tentativa de eliminar o fator de risco.

A China fechou uma indústria química na província central de Hunan em 2009 depois que os moradores protestaram contra a poluição de cádmio, que matou duas pessoas e afetou centenas de outras.

Apesar das promessas frequentes de Pequim de reduzir a poluição, autoridades locais com frequência colocam o crescimento econômico, a renda e a criação de empregos acima das preocupações ambientais.

Fonte: Folha.com

Metrô de Nova Déli recebe certificado da ONU por reduzir poluição

fevereiro 3rd, 2012

São Paulo – O metrô de Nova Déli (Delhi Metro Rail Corporation – DMRC) foi certificado pela ONU como o primeiro metrô ferroviário no mundo que tem ajudado na redução de gases de efeito estufa (GEE). O comunicado oficial foi feito em setembro.

Segundo a ONU, o metrô tem ajudado na redução dos níveis de poluição na cidade em cerca de 6,3 x 105 toneladas a cada ano, contribuindo assim para mitigar os impactos no aquecimento global.

O modelo foi registrado como um projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) da ONU e vai ganhar créditos de carbono para os próximos sete anos. Com o aumento no número de passageiros, o número de créditos também vai aumentar.

“Hoje cerca 1,8 milhão de pessoas viajam no metrô, que é completamente não poluente e amigo do ambiente. Mas, na ausência do metrô, essas pessoas teriam viajado de carros, ônibus, motos e triciclos o que teria resultado em emissão de gases de efeito estufa”, disse o comunicado.

A ONU observou que este meio de transporte tem ajudado a cidade a mitigar as emissões de gases nocivos na atmosfera. De acordo com o comunicado, “O órgão das Nações Unidas que administra o MDL sob o Protocolo de Kyoto certificou que o DMRC reduziu as emissões e nenhum outro metrô no mundo poderia receber o crédito de carbono para o acima exposto, devido à exigência muito rigorosa de prova documental conclusiva de redução das emissões”.

Todo passageiro que opta por utilizar este meio de transporte em vez de carro e ônibus contribui na redução de emissões, a uma medida aproximada de 100g de CO2 por cada viagem de dez quilômetros e, portanto, torna-se parte na redução do aquecimento global.

Este é o segundo projeto de MDL do metrô de Nova Déli, a ser registrado pelo órgão da ONU nos últimos três anos. O primeiro projeto estava na frenagem regenerativa – uma técnica para reduzir o consumo de energia.

Fonte: Exame.com

Máquina irá sugar carbono do ar

janeiro 2nd, 2012
Desde a década de 50 já se sabe que a técnica de separar o CO2 do ar é possível, mas dessa vez ela será executada em larga escala

Uma máquina para retirar o carbono do ar está sendo desenvolvida no campus da Universidade de Calgary, em Alberta, Canadá. A tecnologia, porém, não é nova. Desde a década de 50 já se sabe que a técnica de separar o CO2 do ar é possível. Mas, pela primeira vez, ela esta sendo utilizada no projeto de um equipamento que deverá ser comercializado para executar a tarefa em larga escala.

O projeto é de David Keith, professor de física em Harvard, EUA. Indo contra todo o ceticismo de seus colegas acadêmicos, que não acreditavam no projeto audacioso por ele ser caro, Keith já recebeu suporte financeiro de US$ 6 milhões para tirar a ideia do papel. Entre os investidores, vale destacar a presença do fundador da Microsoft, Bill Gates.

A máquina, que ainda está em desenvolvimento, filtra o ar num processo de três etapas que gastam aproximadamente 600 volts de energia. Ao ser produzida comercialmente, espera-se retirar através da filtragem milhares de toneladas de CO2 do ar. Ainda é preciso resolver o que será feito com tanto carbono recolhido. Mas é bem possível que no futuro, além de carros elétricos e fontes de energias alternativas, o planeta Terra tenha a seu favor a máquina que suga carbono do professor Keith.

Fonte: Exame.com

Contaminação do ar mata 2 milhões de pessoas por ano, diz OMS

setembro 30th, 2011

Mais de 2 milhões de pessoas morrem no mundo anualmente devido a enfermidades causadas pela contaminação do ar, afirma um estudo publicado nesta segunda-feira (26) pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Deste total, 1,3 milhão morre nas cidades, sejam elas de países desenvolvidos ou em desenvolvimento. A OMS indicou ainda que 1,1 milhão de mortes poderiam ser evitadas se as normas de segurança fossem respeitadas.

O documento afirma que o ar contaminado “pode entrar nos pulmões, entrar na circulação do sangue e provocar doenças cardíacas, câncer de pulmão, asma e infecções respiratórias”.

Foram coletadas informações sobre a qualidade do ar coletadas em 1.100 cidades, de 91 países. Segundo estes dados, 80 das 91 nações que participaram do estudo não respeitam as referências da organização internacional para contaminação ambiental.

Crescimento perigoso
Em coletiva de imprensa, a médica Maria Neira, do departamento de saúde pública e meio ambiente da instituição, disse que a contaminação alcançou níveis perigosos para a saúde.

As zonas mais perigosas estão em países que crescem rapidamente, como Índia e China. Em algumas cidades, a concentração de partículas finas está 15 vezes maior que o limite máximo permitido. “Se os países controlassem e administrassem o meio ambiente corretamente, poderíamos reduzir consideravelmente a quantidade de pessoas que sofrem enfermidades respiratórias e cardíacas, além de câncer de pulmão”.

Os principais responsáveis pela contaminação do ar são os meios de transporte, a indústria, a utilização de biomassa ou carvão em fornos, assim como as termelétricas movidas a carvão. Para lutar contra este mal, a OMS recomenda o desenvolvimento dos transportes públicos, a promoção do uso de bicicletas, além da construção de centrais elétricas que utilizem combustíveis alternativos ao carvão.

* Com informações da France Press

Fonte: G1

SP decide abandonar parâmetros de 1990 para avaliação do ar

junho 21st, 2011

Agora o ar respirado no estado de São Paulo terá padrões mais rígidos para a medição da sua qualidade. As discussões para o estabelecimento de novos valores para avaliar o ar respirado pelos paulistas e a elaboração de um documento oficial estavam acontecendo desde setembro do ano passado e a previsão de votação pelas autoridades competentes era para janeiro deste ano. No entanto, isso aconteceu somente nesta quarta-feira, 25/05, dia em que o Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente) aprovou um relatório que definiu os novos parâmetros.

Os novos padrões estabelecidos para medir a qualidade do ar em São Paulo ficarão mais próximos dos utilizados pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Com a rigidez trazida pela nova avaliação, a maior parte da qualidade do ar do estado perderá o status de não regular para ser considerada inadequada. Estima-se que esta tendência afetará 20 das 51 estações de medição de qualidade do ar em São Paulo.

A diferença será significativa, já que alguns parâmetros usados no estado foram estabelecidos há 21 anos. Os valores desenvolvidos pela OMS, por sua vez, datam de 2005. A tabela usada em São Paulo por alguns órgãos responsáveis pela verificação do ar chega a ser várias vezes mais branda que a da instituição máxima da saúde no planeta. Um exemplo disso é que enquanto a Cetesp (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), agência ambiental ligada ao governo paulista, considera 150 mg/m³ o índice aceitável de poeira respirada por um paulista diariamente, a OMS propõe valor 3 vezes menor.

Entretanto, as medidas devem começar a entrar em vigor apenas daqui a três anos ou mais, dependendo das condições de adequação técnica. A efetivação dos novos preceitos propostos só deve ser plenamente realizada depois de três etapas, o que não deve acontecer nessa década.

Fonte: Uai Meio Ambiente

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