Posts Tagged ‘plástico’

Fungo amazônico degrada plástico

abril 4th, 2012

Pesquisadores americanos descobriram um fungo na Amazônia equatoriana capaz de degradar poliuretano, um tipo de polímero muito usado para a confecção de espumas, adesivos e tintas. O trabalho, publicado na Applied and Environmental Microbiology, pode levar a estratégias inovadoras para reduzir o impacto ambiental dos plásticos.

Ambientalistas argumentam que os plásticos demoram muito para se decompor na natureza. O polietileno, por exemplo, leva cerca de 50 anos. O PET, usado na produção de garrafas plásticas, permanece até 200 anos no ambiente. Cientistas explicam que fungos e bactérias ainda não desenvolveram o arsenal de enzimas necessário para degradar as longas cadeias sintéticas de carbono, hidrogênio e outros elementos que constituem os plásticos (mais informações nesta página).

A descoberta de organismos que já são aptos para degradar o plástico nos aterros ajudaria a encurtar os tempos de decomposição e a diminuir consideravelmente o dano ambiental.

Duas cepas de Pestalotiopsis microspora, descobertas pelos americanos – em sua maioria, estudantes de graduação da Universidade Yale -, mostraram um enorme potencial na degradação de poliuretano. O estudante Jonathan Russell identificou a enzima secretada pelo fungo responsável pelo enfraquecimento das ligações químicas do polímero.

Oxigênio. A pesquisa trouxe consigo uma descoberta inusitada: a enzima funciona tanto na presença como na ausência de oxigênio, algo inesperado para os cientistas. Desta forma, o fungo poderia funcionar também nos aterros sanitários, onde uma grossa camada de dejetos e terra costuma cobrir os plásticos descartados, diminuindo a oxigenação e, desta forma, dificultando sua decomposição.

A pesquisadora Sandra Mara Franchetti, da Unesp de Rio Claro, também realiza testes com fungos de diferentes espécies para comparar seu potencial para biodegradar plástico.

Ela realiza misturas de diferentes tipos de plásticos – as chamadas blendas poliméricas -, especialmente de plásticos sintéticos com plásticos biodegradáveis. “Depois, fazemos testes para verificar as propriedades mecânicas do material e seu potencial de biodegradação”, explica Sandra. “Nossa hipótese é que o polímero biodegradável pode servir como porta de entrada para os organismos que realizarão a decomposição.”

“Há poucos pesquisadores no País atuando nesta área pois são necessários equipamentos muito sofisticados”, aponta Lucia Durrant, da Unicamp, que também já realizou estudos na área.

Derval Rosa, da Universidade Federal do ABC, também estuda a biodegradação de polímeros e tenta descobrir como ela ocorre nos aterros sanitários e em cada um dos diferentes tipos de plástico. Mas adota uma postura realista. “Nossos aterros são precários”, afirma. “Talvez em 20 anos conseguiremos o nível de controle necessário para aplicar esse tipo de conhecimento.”

Fonte: Alexandre Gonçalves OESP

Fonte: Ecofidelidade

Carnaúba pode substituir plástico na fabricação de moldes para embarcações

dezembro 6th, 2011

Pesquisadores do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) estudam a utilização de cera de carnaúba no lugar do plástico na produção de moldes para testes de navios e plataformas offshore em tanques de prova.

O processo de usinagem com robô em bloco de poliuretano (PU) para produção de embarcações em escala reduzida a serem testadas em tanque de provas gera grande desperdício de material, explica Fábio Villas Boas, pesquisador do Centro de Tecnologia Naval e Oceânica do IPT (CNaval).

“Entre 20% e 45% de cada bloco do material vira cavaco e é irremediavelmente desperdiçado. Ao final do processo, e dos testes, mesmo o PU aproveitado no molde que gerou o modelo de embarcação em fibra de vidro vira sucata. Mesmo destino tem o modelo”, disse.

Sem um processo padronizado de reciclagem, 100% do PU utilizado na confecção de moldes das embarcações vão para o lixo. Trata-se de um material polimérico caro, cujos resíduos do processamento robotizado gera desconforto, riscos à saúde e ao ambiente.

Diante de tantos desafios, o Laboratório de Confecção de Modelos do CNaval iniciou, há cerca de um ano, um projeto visando ao desenvolvimento de um material que viabilizasse a substituição do PU como matéria-prima dos moldes e, eventualmente, dos próprios modelos. As características de desempenho devem ser equivalentes ou até superiores às do PU, além de ecologicamente amigável. A equipe técnica coordenada por Villas Boas conta com colaboração do pesquisador George Magno e do estagiário João Guilherme Ribas.

Os pesquisadores iniciaram uma análise do uso de cera para moldes estimulados pela vantagem desse material ser 100% reaproveitável com a fusão dos cavacos em novos blocos, com perdas mínimas. Foram analisadas ceras naturais e as industriais disponíveis no mercado nacional.

“Levantamos as características de cada uma delas e, com base nesses dados, elaboramos 100 amostras para testes variando as misturas e porcentagens de diversas ceras. Ao final dos testes, apenas 5% das amostras tiveram desempenho destacado”, disse Villas Boas.

As cinco amostras finalistas foram levadas para o Centro de Usinagem do IPT para o estabelecimento de um programa padrão para avaliar a “usinabilidade” das peças que determinou uma só formulação.

A formulação ideal obtida pelo IPT, hoje em fase de patenteamento, emprega cera de carnaúba, que a torna muito competitiva, parafina e resina polimérica, entre outros materiais.

De acordo com Villas Boas, entre as principais vantagens da cera destacam-se a boa disponibilidade da matéria-prima no mercado interno, dureza satisfatória (maior que a do PU, o que torna o processo mais estável e com menos vibrações, dando maior precisão geométrica aos cascos), baixa capacidade térmica (aquecimento) durante a usinagem, propriedade autolubrificante que reduz o desgaste da ferramenta e a flexibilidade do material que diminui quebras de protótipos.

Outro aspecto comparativo fundamental é o custo e o desempenho alcançado para esta formulação com cera, que garante uma competitividade equivalente à do PU.

“Com a possibilidade de reaproveitamento da cera muito próximo a 100%, seu custo inicial tenderá a cair rapidamente”, estima Villas Boas. De acordo com o pesquisador, as possibilidades para uso de cera em moldes e protótipos nos tanques de prova são muito promissoras.

A meta imediata é chegar à produção de bloco com oito toneladas de cera, que é a capacidade máxima para carregar o robô do CNaval. Para isso, os pesquisadores aperfeiçoarão os métodos de moldagem, o que exigirá uma planta de fundição de cera capaz de suportar temperaturas da ordem de 120 graus centígrados, com capacidade de bombear esse volume para o molde que irá suportar esse volume e resfriar lentamente, em aproximadamente uma semana.

Fonte: CIMM

Empresa fabrica guardanapos embalados com papel

novembro 29th, 2011
A Leal é responsável pela distribuição de pacotes individuais de guardanapos para mais de dois mil restaurantes

Para substituir as embalagens plásticas dos guardanapos embalados individualmente, a Guardanapos Leal muda o modelo para embalagens mais sustentáveis, feitas de papel, que é mais fácil de ser reciclado, não utiliza petróleo na sua fabricação e, caso seja descartado, é absorvido mais rapidamente pelo meio ambiente.

A empresa produz 3.600 toneladas de guardanapos embalados por ano. Dessa quantidade, 480 toneladas correspondem a embalagens de plástico.

O primeiro restaurante atendido pela empresa a adotar a novidade foi o McDonald’s. Outros estabelecimentos, como o Burger King, Subway, Spoleto, Au Au e a rede de cinemas Kinoplex já estão trocando também de embalagem.

Fonte: Atitude Sustentável

Casa de plástico tem custo menor

novembro 4th, 2011

O plástico reciclável ganha uma aplicação inédita: transforma-se em quiosques, chalés, escritórios e até mesmo casas populares de 45m², com dois quartos, banheiros, sala e cozinha. O projeto do engenheiro Joaquim Antônio Caracas, proprietário da Impacto Protensão, de Fortaleza (CE), foi concebido há três anos e está em teste na Universidade Federal do Ceará (UFC). Além de contribuir para preservar o ambiente, a proposta tem outras vantagens: a casa pode ser montada em dois dias – já com instalações hidráulica e elétrica – e custa cerca de R$ 16 mil, 40% a menos que as convencionais.

Segundo Caracas, o objetivo é oferecer alternativas de moradias de baixo custo, com rapidez na montagem, praticidade e segurança, tendo como base o plástico reciclável. A cada de plástico é feita a partir de uma estrutura metálica utilizando um aço resistenta à corrosão, Avedação utiliza um molde de plástico preenchido com espuma e o acabamento interno é em gesso, tornando a casa leve, mas durável, e com conforto térmico. Por causa da espessura da vedação, há um ganho de aproximadamente 13% em área útil em relação às casas com estrutura convencional.

As placas plásticas são produzidas em Polietileno de Alta Densidade (PEAD) 100% reciclado, resultando em peças de grande rigidez e baixa deformabilidade. Uma face da placa é de aparência lisa e o outro lado é nervurado. O lado nervurado é preenchido com espuma de poliuretano, para a obtenção de uma peça leve, visando promover uma proteção térmica e acústica. Após a montagem das placas, é feito o acabamento interno em gesso. Isso permite a aplicação de textura, pintura convencional (tinta látex) e até a colocação de revestimento cerâmico.

“A montagem da casa leva apenas um dia, estando o terreno preparado segundo as especificações do fabricante”, afirma Caracas.

Segundo o engenheiro, os resultados obtidos já viabilizaram a produção e o aluguel de mais de 50 módulo, que estão sendo utilizados como escritórios em canteiro de obra, salas de aula, ambientes administrativos e residências.

Por Carlos Ossamu

Para o Valor, de São Paulo

Plásticos são reciclados na produção da madeira plástica

agosto 2nd, 2011

As madeiras plásticas estão no mercado para competir com a madeira comum, sendo visualmente idênticas mas com várias vantagens sustentáveis. Desde os anos 90, elas podem ser feitas a partir de fibras ou plásticos pós-uso, facilitando a reciclagem desses materiais.

Totalmente recicláveis e recicladas, não contém nenhuma substância tóxica, que podem estar nas madeiras tratadas. A empresa Wisewood comercializa madeiras plásticas e estão estudando o processo de logística reversa, além de incentivar a sustentabilidade no projeto “Madeira Sábia”.

“O Projeto funciona assim: recebemos instituições educacionais na Wisewood, mostramos nosso processo produtivo totalmente sustentável, isto é, a transformação do resíduo plástico em madeira plástica”, explica Jose Luis Rauter, diretor de marketing da empresa.

Pioneira na produção de madeira plástica em escala industrial no Brasil, a Wisewood recicla cerca de 900 toneladas por mês de plástico pós-uso (polietileno de alta densidade, polipropileno e fibra de vidro). Podem ser utilizadas em decks, piers, revestimentos, mobiliário interno e externo, pergolados, gazebos e caxepós para paisagistas.

Fonte: Atitude Sustentável

Como será a vida sem sacolinhas plásticas descartáveis?

julho 6th, 2011

Agora é lei: a partir de zero hora de 1º de janeiro próximo, as sacolinhas plásticas estarão banidas do comércio da cidade de São Paulo, não podendo ser distribuídas gratuitamente e até mesmo vendidas. O que fazer sem a sacolinha no dia-a-dia?

Como carregar as compras?

Muitos consumidores já dispensam as sacolinhas plásticas e transportam suas compras em sacolas retornáveis de algodão, lona ou mesmo de plástico resistente, como as sacolas de feiras e as sacolas de PET reciclado. Outra solução é usar caixas de papelão, que são oferecidas gratuitamente pelos supermercados, e carrinhos de compra, aqueles usados em feiras livres.

Os chamados saquinhos plásticos orgânicos (feitos de cana ou milho) ou os chamados biodegradáveis, oxidegradáveis, oxibiodegradáveis e variações também estão proibidos?

Sim. Nenhum tipo de saquinho plástico pode ser vendido ou distribuído para carregar as compras no comércio.

Como recolher o lixo em casa? Dos banheiro,  da cozinha?

Forrar os diversos cestinhos de lixo com dobradura de jornal é uma saída. Veja como fazer a dobradura. O consumidor deve manter um único cesto grande de lixo, com os tradicionais sacos pretos – preferencialmente feitos de plástico reciclado – e juntar todos os “saquinhos de jornal” nesse saco maior para retirar para a coleta. As lojas de material plástico continuam a vender os saquinhos, o consumidor também pode comprá-los nessas lojas especializadas. A vantagem é que comprando o consumidor vai usar com muito mais consciência e economia do que quando ganhava no supermercado, na livraria, na padaria, na videolocadora…

Mas o jornal também polui a natureza e faz volume no aterro sanitário.

Nenhum resíduo deve ser descartado direto na natureza. Nem plástico nem jornal nem PET, nada! Todos devem ser recolhidos em casa e postos fora para a coleta, no máximo duas horas antes de o caminhão coletor de lixo passar. Não esquecer também de separar os resíduos chamados de secos ou limpos (vidro, PET, plástico, jornal, papel, latinhas) para a coleta seletiva. Sobre o uso de jornal como saquinho de lixo: a principal diferença é que o jornal leva até seis meses para se decompor, já as sacolas plásticas comuns levam até 400 anos, segundo as empresas de limpeza urbana de São Paulo e do Rio. Além disso, quando descartadas de forma incorreta, as sacolas plásticas degradam a biodiversidade de rios, lagos e mares. Mais: os fragmentos de plástico atraem poluição dispersa na água. Já foram recolhidos no Oceano Pacífico, por exemplo, grânulos de plástico que continham uma concentração 1 milhão de vezes maior de poluentes e resíduos tóxicos do que a água do entorno. No meio urbano, os sacos plásticos entopem bueiros e galerias pluviais e contribuem para enchentes e inundações. Além disso, o plástico é fabricado a partir do petróleo; a redução do uso desse material contribui para a diminuição da emissão de gases de efeito estufa, que causam aquecimento global.

E o saco grande para lixo, fica proibido também?

Não. A venda de sacos de lixo ou de sacos plásticos nas lojas de material plástico está liberada. Ficam proibidas a distribuição e a venda de sacolinhas para embalar as compras no próprio empreendimento. Ou seja, o supermercado, a padaria e todo o varejo estão proibidos de distribuir ou vender as sacolinhas da saída do caixa, como acontece hoje.

E os saquinhos transparentes para frutas e verduras soltas na feira, no “sacolão” ou mesmo no setor de hortifrúti dos supermercados?

Estão liberados. Frutas e verduras a granel podem ser embaladas nos saquinhos específicos. Também estão liberados os saquinhos originais dos produtos, como pacotes de balas, bolachas, feijão, arroz, açúcar etc. Também não foram proibidos os sacos plásticos para produtos que vertem líquido, como frango, carnes, frios, congelados em geral… O princípio da lei é evitar o uso de uma segunda embalagem de plástico para o mesmo produto ao passar no caixa. A ideia é acabar com o saquinho dentro do saquinho.

E se eu quiser levar as sacolinhas da minha casa para o mercado? Eu serei multado?

Não. O consumidor terá a opção de trazer a sacola que quiser de casa e não será multado. A restrição é para o comércio em geral. Mas a dica do Akatu é não usar sacolinhas descartáveis. Mantenha sacolas reutilizáveis, carregue sempre uma dobrada na bolsa ou na mochila. Você estará sempre prevenida ou prevenido no mercado, na padaria, na papelaria, na farmácia…

Em alguns condomínios, jogar lixo diretamente no saco preto do andar é considerado infração grave, por gerar mau odor e atrair insetos. Como fazer?

A lei municipal é superior às normas dos condomínios. Portanto, as regras dos condomínios terão de se adaptar à nova lei. Os moradores devem se reunir e discutir alternativas. Já será um bom momento para pensar mais medidas de consumo consciente também de água, energia e outros recursos no condomínio e nos apartamentos ou casas.

Como recolher o cocô do cachorro na calçada, já que, até agora, as sacolinhas plásticas eram usadas para este fim.

Em pazinhas de plástico duro e depois despejar no saco preto de lixo orgânico em casa.  Ou recolher os dejetos em saquinhos de papel ou feitos de dobraduras de papel. Outra saída é usar luvinhas plásticas descartáveis; você recolhe o cocô, vira do lado contrário e já a utiliza como um saquinho.

Fonte: Akatu

Técnica converte plástico em fuligem reutilizável

junho 8th, 2011

Os plásticos podem levar centenas de ano para serem degradados. Por isso, garrafas e sacolas de plástico são um perigo para a vida selvagem, estrangulando e sufocando pássaros, mamíferos e peixes. Além disso, é um material caro para reciclar e requer um grande aporte energético, principalmente na separação dos diferentes polímeros nele presentes.

Agora, a Vila Ganpat Pol, do Laboratório Nacional Argonne, em Illinois (EUA), desenvolveu uma técnica para converter uma mistura de lixos plásticos em microesferas de fuligem, carbono resultante de combustão incompleta. As microesferas podem ser usadas em tintas, lubrificantes, pneus e até incorporadas em anodos de baterias de lítio.

Para criar as esferas, a Pol fundiu uma mistura de plásticos em um reator a 700ºC. Nessa temperatura, a pressão no reator chega a 34 atmosferas, ajudando a quebrar as ligações químicas entre os átomos de hidrogênio e carbono nas cadeias de polímeros dos plásticos. O gás hidrogênio é sugado para fora do reator, deixando para trás microesferas de até 10 micrômetros de diâmetro.

A Pol recentemente usou um processo similar para converter lixo plástico em nanotubos de carbono. No entanto, esse processo requeria o uso de um catalisador relativamente caro. A nova técnica, segundo a Pol, não requer nenhum catalisador.

Geoffrey Mitchell, um cientista de materiais na Universidade de Reading, no Reino Unido, afirma que o fato de o processo não precisar ser catalisado é um avanço e que, se a técnica puder ser usada para reciclar a crescente quantidade de lixo plástico misturado com um baixo valor, ela poderá ter um futuro promissor.

O estudo foi publicado no periódico “Environmental Science and Technology”.

Fonte: Ambiente Brasil

Projeto transforma plástico usado em plástico novo

maio 6th, 2011

Do plástico usado ao plástico novo. Pensando em minimizar os efeitos ambientais negativos do excesso de plástico descartado sem critérios pela sociedade, pesquisadores do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) desenvolveram uma nova técnica de reciclagem desse material. Testes realizados no Laboratório de Modelagem, Simulação e Controle de Processos da instituição mostraram que é possível criar resinas plásticas produzidas a partir do reaproveitamento de até 40% de material plástico já utilizado.

“A técnica é simples. Basicamente dissolvemos o plástico usado numa solução com reagentes e depois adicionamos o material direto no reator para fazer mais plástico”, diz o professor José Carlos Pinto, responsável pelo projeto.

Ao contrário de outras técnicas de reciclagem, como a mecânica, esse método mantém a qualidade do produto final, pois a adição de plásticos reciclados não interfere no andamento da reação química de polimerização.

Além de copos descartáveis, a técnica pode ser empregada com outras famílias de materiais à base de poliestireno, de poliacrilatos, de polimetacrilatos e de poliacetatos, como aqueles utilizados para fabricar capas de CD, isopor, interiores de geladeira e carcaças de televisão, entre outros produtos.

A Coppe já encaminhou ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) a solicitação de patente para a nova técnica, que poderia ser facilmente incorporada ao setor produtivo para uso em escala industrial, devido ao seu baixo custo.

Fonte: Faperj

Quatro dicas simples para reduzir o uso de plástico em casa

abril 11th, 2011

Confira dicas para reduzir o impacto do plástico no meio ambiente com pequenos gestos e práticas simples

Há um consenso nos debates ambientais: o plástico é um dos grandes vilões para o meio ambiente. Além de levar anos para se decompor, seu consumo é desenfreado – segundo a campanha Saco é um saco, do Ministério do Meio Ambiente, 1,5 milhão de sacolas plásticas são consumidas por hora só no Brasil. O impacto ao meio ambiente é enorme, embora nem sempre seja fácil de ver. Por serem leves, os sacos de plástico voam com o vento e podem entupir bueiros e provocar enchentes, ou ir parar na natureza e ser confundidos com comida pelos animais. É comum, por exemplo, tartarugas-marinhas morrerem engasgadas com sacos plásticos, que confundem com águas-vivas, um dos seus alimentos.

Outros animais morrem enroscados no plástico. Segundo estimativas, mais de cem mil mamíferos e pássaros morrem todos os anos devido à ingestão de sacos plásticos. Já no caso das garrafas PET, se não forem separadas para reciclagem, dificultam a decomposição do lixo em aterros sanitários, pois impermeabilizamas camadas de lixo, impedindo a passagem de gases e líquidos.

Como fazer para minimizar o impacto do plástico no meio ambiente? Abaixo você confere dicas básicas para reduzir seu consumo diário de plástico. A tarefa pode parecer árdua diante dos números, mas pequenos gestos fazem a diferença, se adotados como prática e difundidos.

1- Renda-se às ecobags

As sacolas retornáveis são uma maneira de diminuir o uso de sacolas plásticas na hora de ir às compras. Além disso, com a sustentabilidade na ordem do dia, ganharam até uma aura fashion, já que podem ser personalizadas e são unissex.

2- Reinvente seus sacos de lixo

Já que a sua ecobag é para ser usada no supermercado, seja criativo na hora de jogar seu lixo doméstico. Em vez de sacolas, use caixas de presentes ou embalagens de papelão para acomodá-lo.

3- Separe seu lixo para reciclagem

Não custa e é uma fonte de renda para quem trabalha com coleta seletiva. Além disso, hoje é cada vez mais fácil encontrar pontos de coleta seletiva, com latas coloridas conforme o material a ser dispensado.

4- Use garrafas retornáveis

No caso dos refrigerantes, é fácil achar garrafas de vidro, cuja produção agride menos o meio ambiente, além de ser reciclável. Quem compra água for a deve preferir os galões de maior volume, semelhantes aos de bebedouros, muitos dos quais também são retornáveis.

Fonte: Andrés Bruzzone Comunicação

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