Posts Tagged ‘mudanças climáticas’

Tecnologias Verdes terão registro de Patente facilitado

maio 14th, 2012

O anúncio foi feito , na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), durante a assinatura de um acordo entre o Inpi e o Escritório Europeu de Patentes (EPO) que viabiliza a troca de documentos em português e inglês.

A gerente do Patentes Verdes, Patrícia Carvalho dos Reis, informou à Agência Brasil que o projeto tem o objetivo de acelerar o registro de patentes com o potencial de diminuir os efeitos das mudanças climáticas.

O Inpi divulgará no dia 17 de abril a lista das tecnologias cujo registro poderá ser acelerado. O tempo de espera pelas patentes poderá ser reduzido dos atuais 5 anos e 4 meses para 2 anos. O tempo de concessão das patentes, no entanto, permanecerá inalterado em 20 anos.

Os registros que poderão ser beneficiados pelo projeto serão selecionados por meio da avaliação de uma comissão técnica do Inpi – que determinará se a patente em questão é verde ou não. Até 500 pedidos poderão participar da primeira chamada do Patentes Verdes.

Depois de um ano, o Inpi avaliará a possibilidade de prorrogação do projeto.

Fonte: Viva Green

Mundo caminha para colapso ambiental, alerta organização internacional

abril 23rd, 2012

O mundo está caminhando para um colapso ambiental e, se nada for feito, os custos da paralisia podem ser “colossais” para as economias e a humanidade. O alerta foi dado hoje pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), grupo de cooperação internacional formado por 34 países, a maioria ricos.

O relatório “Previsões Ambientais para 2050: As Consequências da Inação” traz dados alarmantes sobre temas como as mudanças climáticas, biodiversidade, água e os impactos da poluição na saúde humana.

Segundo o estudo, até 2050 a demanda mundial por energia deve crescer 80%, sendo que 85% dessa energia deve continuar sendo suprida por combustíveis fósseis. Isso fará com que as emissões de CO2, principal gás causador do efeito estufa, aumentem 50%. Nesse cenário, é dado como certo que a temperatura global suba entre 3°C e 6°C – bem acima dos 2ºC de aquecimento estimado pelo Painel de Mudanças Climáticas da ONU.

A poluição do ar será o principal problema ambiental em termos de saúde pública, superando a falta de acesso ao saneamento e água potável. O número de mortes prematuras relacionadas a males causados pela poluição do ar deverá mais do que dobrar, especialmente em países como China e Índia.

Atualmente as doenças respiratórias associadas à poluição matam 3,6 milhões de pessoas por ano em todo o mundo.

O crescimento da demanda por água potável é outro tema que preocupada a OCDE. A entidade estima que a demanda crescerá 55%, especialmente para uso na indústria (aumento estimado de 400%), usinas termelétricas (+140%) e uso doméstico (+130%). Esse aumento na demanda deve colocar sob risco de escassez hídrica tanto os agricultores quanto 2,3 bilhões de pessoas que vivem perto de rios, especialmente na África e Ásia.

As florestas, que são importantes para os ciclos hídricos, devem ocupar ainda menos espaço até 2050: a OCDE estima que as áreas com florestas encolherão 13%, com perda acentuada da biodiversidade.

Na avaliação de Angel Gurría, secretário-geral da OCDE, a saída para minimizar o colapso ambiental será a adoção de uma mentalidade mais focada no longo prazo, apoiada na ideia da economia verde – tema central da Rio+20, a conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável que o país sediará em junho. “Buscar um crescimento mais verde pode ajudar os governantes a enfrentar esses desafios. Tornar mais sustentáveis a agricultura, a indústria o fornecimento de energia e água será crucial para atender as necessidades de mais de 9 bilhões de pessoas”, disse Gurría.

UM PREÇO PARA A NATUREZA

O relatório apela ainda por uma mudança de política. Propõe a adoção de taxas ambientais e sistemas de comércio de emissões de modo a tornar a poluição mais cara e as alternativas sustentáveis mais baratas. Também sugere colocar um preço pelos serviços prestados pelos ecossistemas (produção de água, ar limpo, biodiversidade) como forma de valorizá-los economicamente.

A OCDE também defende a remoção dos subsídios dados pelos governos aos combustíveis fósseis e investimentos pesados em pesquisa e desenvolvimento com foco em inovação verde.

Alguns exemplos bem-sucedidos de políticas verdes são apontados no estudo. Um exemplo é a criação, pelo governo britânico, do Banco de Investimentos Verdes, uma iniciativa que destinará 3 bilhões de libras esterlinas para projetos inovadores com foco em sustentabilidade – e a meta é chegar a 15 bilhões de libras em investimentos privados até 2015, especialmente nas áreas de energia e reciclagem.

No Japão, a cidade de Kitakyushu elaborou um plano para se tornar uma das cidades mais sustentáveis do país, com baixa emissão de carbono e o engajamento da prefeitura, empresas e moradores na iniciativa.

Leia o relatório da OCDE, em inglês

Fonte: FOLHA.com

Ministério do Meio Ambiente lança novas linhas de crédito do Fundo Clima

abril 5th, 2012

Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, lançou, no Rio de Janeiro, linhas de crédito reembolsáveis do Fundo Clima. O financiamento, que será administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), vai atender a projetos tanto do setor privado, quanto de iniciativa de órgãos públicos, que prevejam ações de adaptação às mudanças climáticas e redução da emissão de gases de efeito estufa.

O orçamento do programa, este ano, já alcança a marca de R$ 560 milhões, recurso que tem origem na Participação Especial do Petróleo, recebida pelo Ministério de Meio Ambiente e relacionada a desastres ambientais. O limite para captação do Fundo Clima, apenas por conta dessa rubrica, é R$ 750 milhões por ano. O fundo também pode receber aportes de outras naturezas, como doações internacionais.

“Estamos olhando também a perspectiva de captação de recursos de médio prazo. Existe, internacionalmente, pessoas observando o que está acontecendo e com muito interesse. A gente precisa mostrar que a gente tem mercado para isso. Estamos induzindo o mercado com inovação tecnológica e um salto qualitativo de desenvolvimento industrial do país”, destacou a ministra.

Como a intenção sinalizada pelo governo é criar um ambiente de estímulo a adesão a este tipo de iniciativa, as taxas de juros cobradas pelos empréstimos estão abaixo das impostas atualmente pelo BNDES. Em alguns tipos de operação, a taxa chega a ser 2,5% ao ano, enquanto o banco financiaria projetos semelhantes com taxas até 4,9 pontos percentuais a mais. A maior taxa cobrada chega a 9,5 % ao ano.

Tanto os juros quanto o prazo de financiamento, que pode chegar a 25 anos, dependem da categoria em que o projeto se enquadrar. A ministra explicou que, depois de quase um ano de debate com setores como a academia, ficaram definidos seis subprogramas que podem ser contemplados com o financiamento: modais de transporte eficiente, máquinas e equipamentos com maiores índices de eficiência, energias renováveis, resíduos com aproveitamento energético, carvão vegetal e combate à desertificação.

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, avaliou que as taxas reduzidas de juros vão viabilizar inovações tecnológicas que produzem maior eficiência energética. Coutinho explicou que uma das prioridades, nesta área, é a redução de emissões de gases poluentes por veículos. O Brasil já conta com um programa de redução gradativa de enxofre na composição de óleo diesel (Proconve), mas a expectativa é pela introdução de veículos elétricos, menos poluentes, mas ainda muito caros.

“Esses veículos têm, num primeiro momento, custo mais alto. Mas, quando você induz uma encomenda e produz em grande escala os custos caem e aquilo se torna comercialmente viável”, explicou Coutinho.
A ideia, segundo ele, seria recorrer aos níveis de juros mais atraentes no período crítico de introdução e desenvolvimento de uma inovação tecnológica e, assim que a tecnologia estiver implementada, readaptar as taxas. Coutinho disse ainda que as linhas de crédito diferenciadas também podem ser combinadas com as operações tradicionais do banco.

O Fundo Clima está dividido em duas modalidades de financiamento. A modalidade de recursos não reembolsáveis, que não precisa ser paga pelo tomador, teve início do ano passado. Esses financiamentos estão sendo administrados pelo próprio ministério que, no ano passado, selecionou projetos de iniciativa da sociedade, com foco na sustentabilidade ambiental. O total disponibilizado para essa modalidade, atualmente, é R$ 30 milhões, referentes ao orçamento de 2011.

Edição: Lana Cristina

Fonte: Agência Brasil

 

Adoção de carro elétrico exigiria 5 usinas como Belo Monte

março 7th, 2012

As mudanças climáticas têm gerado uma preocupação crescente em relação às emissões de gases de efeito estufa (GEE). Nesse cenário, a substituição dos carros utilizados hoje por equivalentes movidos a eletricidade é vista como alternativa bastante atraente para redução das emissões de poluentes.

Mas o que muitos ignoram é que tal mudança pode representar um acréscimo significativo na demanda por energia elétrica, que terá de ser produzida principalmente em usinas hidrelétricas ou térmicas, em processos que também emitem GEE ou têm outros impactos ambientais.

Segundo cálculos da consultoria Andrade & Canellas, a substituição dos veículos hoje em circulação no Brasil por modelos elétricos exigiria que o parque gerador brasileiro produzisse mais 190.108 GWh por ano. Ou seja, para que o sistema elétrico nacional gerasse energia suficiente para abastecer toda a frota atual de veículos leves movidos a gasolina ou etanol, seria necessário construir cinco usinas hidrelétricas semelhantes à de Belo Monte ou três usinas como a de Itaipu.

“Diante da disponibilidade de etanol a custo competitivo no país, a questão do carro elétrico precisa ser avaliada de maneira ampla, não apenas como uma panaceia que resolverá todo o problema da mudança climática”, afirma a gerente do Núcleo de Energia Térmica e Fontes Alternativas da consultoria, Monica Rodrigues de Souza.

Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o Brasil possui, hoje, cerca de 39 milhões de veículos leves emplacados. Cada um deles consome, em média, 1,4 toneladas equivalentes de petróleo (tep) por ano, o que resulta em um gasto total de 54 milhões de tep pela frota de automóveis leves.

Esse volume se deve, em parte, ao desempenho dos motores a combustão interna, que trabalham com níveis de eficiência médios de apenas 27%.

Os motores elétricos apresentam níveis de eficiência superiores, da ordem de 90%. Assim, se toda a frota for convertida para automóveis que utilizam eletricidade, o consumo total cairia para pouco mais de 16 milhões de tep por ano, o que equivale a 190.108 GWh.

Mas, apesar da redução no volume de energia utilizada, o montante representa uma quantidade significativa. Só para se ter ideia, a usina de Itaipu produziu cerca de 71.744 GWh no último ano, ou seja, pouco mais de um terço do total que seria gasto pelos carros elétricos.

A usina de Belo Monte, quando estiver operando plenamente, deve gerar por volta de 39.360 GWh por ano, montante cinco vezes menor do que a nova demanda.

“Em princípio, os veículos elétricos são opções interessantes para a descarbonização da matriz de transportes. Mas é preciso atenção porque a eletricidade para abastecê-los terá de ser produzida de alguma forma, o que exigirá investimentos significativos no parque gerador e na infraestrutura de transmissão e distribuição”, conclui Monica.

Fonte: CIMM

Fundo do Clima é regulamentado pelo Conselho Monetário Nacional

novembro 9th, 2011

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em reunião extraordinária realizada nesta semana a regulamentação dos financiamentos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC) vinculado ao Ministério do Meio Ambiente.

Criado em 2009, antes da Conferência das Partes (COP 16), que aconteceu na Dinamarca, o fundo prevê a liberação de R$ 720 milhões por ano para serem usados em projetos para enfrentar o aquecimento global.

Os recursos do fundo poderão ser utilizados em projetos para reduzir o desmatamento e a degradação florestal e naqueles que tratam de desenvolvimento tecnológico. Pela proposta, o dinheiro também poderá ser utilizado para pagamento por serviços ambientais.

Características – Nas operações diretas, os juros cobrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) serão de 4,5% ao ano. Já nas indiretas, as taxas cobradas pelas instituições financeiras serão de 3% ao ano, mais 0,9% ao ano se os tomadores tiverem renda anual de até R$ 90 milhões. Os demais pagarão uma taxa adicional de 1,4% ao ano, totalizando 4,4% ao ano.

Além disso, cada modalidade de financiamento contará ainda com taxas adicionais. Para as atividades de combate à desertificação, por exemplo, esse adicional será de 1,6 ponto porcentual, com prazo de até oito anos, incluídos dois anos de carência.

Já para as atividades relativas à energia solar e das marés, o adicional será de apenas 1,1 ponto porcentual, com prazo de 15 anos, com oito de carência. Para energia eólica, biomassa e produção de carvão vegetal, o adicional chega a 5 ponto porcentual sobre as taxas cobradas pelos bancos.

Redução de emissões – O Fundo Nacional sobre Mudança do Clima é um complemento do Plano Nacional sobre Mudanças Climáticas, que estabelece, entre outras coisas, como instrumento de combate ao aquecimento global que a área de plantio de arvores deve passar, até 2020, de 5,5 milhões de hectares para 11 milhões. Destes, dois milhões serão com espécies nativas e o restante com espécies exóticas.

Além disso, prevê a redução de até 39% das emissões de CO2 até 2020, comparado aos índices de 2005, prevendo principalmente a redução do desmatamento na Amazônia e no cerrado.

Fonte: Globo Natureza

Fundo de Mudança do Clima vai financiar projetos de transporte público com combustível limpo nas cidades da Copa

outubro 19th, 2011

Isabela Vieira Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – As cidades que receberão os jogos da Copa do Mundo de 2014 terão projetos de mobilidade urbana ambientalmente sustentáveis privilegiados pelo Ministério do Meio Ambiente com financiamento do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima. A pasta vai dispor, a partir de agosto, de R$ 200 milhões em empréstimos reembolsáveis para o desenvolvimento de iniciativas na área.

A informação foi dada hoje (26) pelo secretário nacional de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do ministério, Eduardo Assad, durante o Seminário de Tecnologias Sustentáveis, no Rio. Segundo ele, a principal meta é iniciar uma renovação no sistema de transporte público feito por ônibus, principalmente na capital fluminense, que também sediará os Jogos Olímpicos de 2016.

“Junto com as prefeituras, promoveremos não a mudança total da frota de ônibus, mas vamos começar a incentivar essa mudança, escolhendo para cada capital o que há de melhor”, explicou.

O secretário disse que o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conta com R$ 230 milhões, dos quais R$ 30 milhões não são reembolsáveis e foram destinados a pesquisas e ao sistema de alerta contra catástrofes naturais. O restante, a partir da aprovação do Banco Central, será oferecido em várias linhas.

Segundo Assad, o fundo vai financiar tecnologias “prontas”, como é o caso dos ônibus movidos a etanol. “É uma tecnologia que a indústria pode entregar e os preços estão bons.” O secretário não descartou a possibilidade do financiamento da tecnologia do ônibus a hidrogênio. “Desde que o preço seja atrativo”, ressaltou.

Ele também incluiu na lista os ônibus híbridos (movidos a diesel e energia elétrica ou a diesel e etanol), que ainda estão sendo testados no país. “Na hora que a tecnologia estiver pronta, temos linha de financiamento, desde que [o projeto] seja economicamente viável”, acrescentou.

Investir em ônibus que utilizem cada vez menos combustíveis oriundos do petróleo é a principal alternativa para reduzir a emissão de gases do efeito estufa nas cidades. Segundo o professor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Márcio D’Agosto, o transporte é o maior responsável pelas emissões nas áreas urbanas.

“A principal vantagem é a redução de poluentes ambientais. A pessoa está na Avenida Rio Branco [principal via do centro do Rio] e está respirando aquele ar cheio de partículas. Imagine como fica o pulmão do guarda de trânsito e do gari, que passam o dia inteiro ali. Precisamos de alternativas”, afirmou D’Agosto. O pesquisador coordena testes do primeiro ônibus flex urbano movido a gás e diesel, cuja tecnologia foi desenvolvida pela Bosch e pela MAN Latin America. Para acessar o dinheiro do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, as prefeituras precisam associar-se às empresas do setor.

Edição: Lana Cristina

 

MMA seleciona projetos a serem beneficiados com recursos do Fundo Clima

julho 12th, 2011

O Ministério do Meio Ambiente publicou, nesta quinta-feira (7/7), a primeira chamada pública que irá beneficiar projetos de economia de baixo carbono com linhas de crédito, não reembolsáveis, do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima. Poderão concorrer organizações da sociedade civil e governos.

Está prevista a aplicação de R$ 29.167.463,00 em projetos relacionados a desenvolvimento de tecnologias em áreas de populações vulneráveis, combate à desertificação, prevenção e sistemas de alerta a desastres naturais, campanhas de disposição de lixo, gestão pública para adaptação ao Plano Nacional sobre Mudança do Clima, além de monitoramento de gases de efeito estufa em áreas de floresta e agricultura.

A chamada pública discrimina os temas de acordo com regiões do País que deverão ser contempladas com cada um. E estabelece que tipo de instituições podem participar.

“Os recursos serão liberados assim que terminar a seleção, pois já estão disponíveis no orçamento da União”, informa o gerente do Fundo Clima, Estevan Del Prette, do MMA.

Segundo Del Prette, uma nova chamada deverá ser lançada nos próximos dias, para projetos que se referem a erosões das zonas costeiras e apoio aos planos setoriais da Política Nacional sobre Mudança do Clima, que incluem desde controle de desmatamento até transporte, indústria, agricultura e mineração.

Mais informações no site: http://www.mma.gov.br/fundoclima

Acesse a chamada pública

Fonte: MMA

 

Para ONU, 77% das energias podem ser renováveis até 2050

junho 27th, 2011

Há três anos, apenas 13% da energia elétrica consumida no mundo eram provenientes de fontes renováveis. Mas nesse mês, um relatório divulgado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU) apontou que o número pode ser bem mais expressivo daqui a quatro décadas. Segundo o documento, até 2050, 77% da energia elétrica poderá ser produzida através de recursos naturais, a partir de fontes como solar, eólica, hidrelétrica e biomassa. Entretanto, o estudo divulgado em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, pondera que o avanço depende da adoção de políticas públicas que viabilizem o desenvolvimento das fontes de energia limpa.

Para a produção da investigação, os analistas avaliaram os quatro possíveis cenários para até o meio do século, considerando projeções de crescimento populacional, a eficiência da produção e o consumo de energia per capita, o custo-benefício das fontes renováveis, além de outras variáveis. No cenário considerado mais otimista pelo IPCC, mais de ¾ da energia seriam de fontes renováveis, enquanto que no pior, esse índice ficaria em 15%, que já compreende situação melhor que a vista em 2008, por exemplo.

O documento ainda traz uma análise aprofundada da relação custo-benefício das formas de energia conhecidas, ajuizando que em algumas situações, é viável do ponto de vista econômico a preferência pela geração de energia limpa. No entanto, se forem contabilizados os custos monetários da reparação dos impactos ambientais, a maior parte das tecnologias limpas são atrativas no aspecto econômico.

De acordo com a averiguação do IPCC, nos próximos 40 anos, a popularização das fontes de energia renováveis pode reduzir, em mais de 200 gigatoneladas, a emissão de gases causadores de efeito estufa, o que representa 1/3 do esperado para o período por outros estudos. O índice garantiria condições para a manutenção do nível que os cientistas consideram suficiente para evitar o avanço da temperatura global em 2ºC até o final do século.

Fonte: Uai Meio Ambiente

Transporte limpo no mundo custará até US$ 8 trilhões em 20 anos

maio 13th, 2011

Fazer o setor de transportes no mundo todo escapar do atual vício em petróleo deve custar US$ 4 trilhões a US$ 8 trilhões nos próximos 20 anos. Mas essa mudança é praticamente inevitável. E esse investimento nem é tão alto assim, quando se compara com os subsídios atuais ao petróleo, na casa dos US$ 700 bilhões por ano. Esses dados constam de um novo relatório do World Economic Forum.

O setor de transportes (inclusive trens, aviões, carros, caminhões e navios) consome 60% do petróleo queimado no mundo. Esse combustível é um dos principais responsáveis pelas mudanças climáticas. E vem de fontes politicamente instáveis. Além disso, a expectativa é que o preço do petróleo bata recordes históricos nas próximas décadas, graças a falta de produção para atender a demanda esperada.

O estudo, divulgado hoje, indica como são necessários investimentos em tecnologias para substituir os combustíveis derivados de petróleo por fontes mais limpas, como o álcool brasileiro ou outras energias renováveis. A estratégia, segundo o estudo, passa por uma evolução acelerada das frotas de veículos híbridos ou elétricos. A Ásia deve ganhar mais de um milhão de carros elétricos até 2015.

Fonte: Época

Texto: Alexandre Mansur

Rio+20: Biodiversidade, Mudanças Climáticas e Crescimento Verde

abril 26th, 2011

Na fase preparatória da Rio+20 (Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável) que será realizada entre os dias 4 e 6 de junho de 2012, no Rio de Janeiro, especialistas brasileiros adiantam alguns temas relevantes que não ficarão fora da agenda: a biodiversidade, as mudanças climáticas e o chamado crescimento verde. Este último, estará incorporado à programação central da pauta, que priorizará a economia verde, o combate à extrema pobreza e a governança da sustentabilidade.

Segundo Carlos Nobre, atual secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, do MCT – Ministério de Ciência e Tecnologia, e conselheiro do Planeta Sustentável, o tema da Biodiversidade terá um peso significativo nas negociações, tendo em vista os compromissos assumidos na COP10, realizada pela ONU no ano passado. Ele ressalta que biodiversidade e sustentabilidade caminham juntas.

Nobre ainda destaca que o fato de as mudanças climáticas potencializarem os incidentes, com chuvas mais intensas, deverá ter atenção maior por parte dos países.

De acordo com Ricardo Abramovay, do Núcleo de Economia Socioambiental da USP, na agenda das mudanças climáticas, mais um dos desafios da conferência estará em ligar o tema da redução das emissões de GEEs (Gases de Efeito Estufa) com a redução das desigualdades sociais, e as respectivas estratégias de efetivação de adaptação e mitigação, ainda incipientes, do ponto de vista global.

Fonte: Planeta Sustentável

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