Posts Tagged ‘logística reversa’

Brasil inicia processo para instalação da logística reversa

maio 24th, 2011

A partir do segundo semestre de 2012, o Brasil vai poder experimentar uma nova forma de lidar com o descarte de cinco grupos de resíduos, a partir de regras fixas determinadas pelo Governo Federal. É o início do processo para a instalação da logística reversa, o principal instrumento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Sua implementação vai garantir o aumento do percentual de reciclagem no Brasil. A lei definiu que na logística reversa, todos os fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e o cidadãos têm responsabilidade compartilhada na correta destinação do produto adquirido.

No dia 5 de maio foram instalados cinco grupos de trabalho para implementar este tipo de logística. As cadeias que farão parte deste primeiro grupo são: eletroeletrônicos; lâmpadas de vapores mercuriais, sódio e mista; embalagens em geral; embalagens e resíduos de óleos lubrificantes; e o descarte de medicamento.

Esses grupos de trabalho vão debater e definir quais os tipos de produtos de cada cadeia e os tipos de resíduos que serão submetidos à logística reversa. Estão convidados a participar destes grupos todos os envolvidos dentro da cadeia de responsabilidade compartilhada, como importadores, fabricantes, distribuidores, comerciantes, o Movimento Nacional de Catadores de Material Reciclável, representantes dos estados e dos municípios.

Num primeiro momento, a finalidade dos grupos de trabalho será a de definir essa modelagem, determinando, por exemplo, como será custeado todo o processo e quem vai arcar com ele. A segunda etapa será a elaboração de um estudo de viabilidade técnica-econômica para as cadeias e depois a definição de subsídios para elaboração de um edital onde o Governo Federal convoca um acordo setorial para cada uma das cadeias.

O processo começa com lançamento do edital e depois com realização dos acordos setoriais. Em seguida, o Governo Federal coloca as propostas definidas em consulta pública, quando e onde o cidadão terá oportunidade de opinar, de argumentar e dizer se concorda com os termos. O Governo então analisa a proposta e, estando de acordo com o edital, convoca as partes para ratificarem um acordo setorial. Um contrato é assinado, publicado e passa a valer para o País todo.

Em seu artigo 33, a lei que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, diz que são obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de agrotóxicos, seus resíduos e embalagens; pilhas e baterias; pneus; óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; e produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

Dos que são obrigatórios pela PNRS a fazer logística reversa, quatro já o fazem. São eles: agrotóxicos; pilhas e baterias; pneus e óleos lubrificantes.

O Instituto IDEIAS, em parceria com o IEMA e o Sebrae irá realizar o VII Seminário Nacional e VI Workshop Estadual de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos com o objetivo de contribuir para a discussão da gestão adequada de resíduos sólidos

Fonte: MMA

Ministério do Meio Ambiente vai definir regras para devolução de lixo para indústria

março 24th, 2011

Nos próximos quatro meses, o Comitê Orientador da Logística Reversa, vai definir a regulamentação das regras para devolução de lixo como pilhas, lâmpadas, eletrônicos e embalagens de agrotóxicos. O comitê, que faz parte da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), também vai deliberar sobre a forma de realização de consulta pública relativa à proposta de implementação desse sistema.

O Comitê Orientador é composto pelos ministérios do Meio Ambiente; da Saúde; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); e da Fazenda.

A ministra do Meio Ambiente e presidente do comitê, Izabella Teixeira, afirmou que a solução para a questão dos resíduos sólidos não depende só do setor produtivo, mas envolve o governo e a sociedade e pressupõe mudança de comportamento. Segundo ela, a lei determina que as empresas são responsáveis pelos resíduos que gera.

De acordo com a regulamentação da PNRS, a logística reversa tem por objetivo a implementação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. A lei estabelece a obrigatoriedade de estruturação e implementação de sistema para as cadeias produtivas de agrotóxicos (seus resíduos e embalagem), pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes (seus resíduos e embalagens), lâmpadas fluorescentes (de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista), e produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

Os sistemas de logística reversa serão implementados por meio de acordos setoriais, regulamentos expedidos pelo Poder Público ou termos de compromisso. O Comitê Orientador será assessorado por um grupo técnico.

Fonte: Portal Brasil

Latas de aço retomam seus tempos de glória?

março 22nd, 2011

A partir de junho desse ano as latas de aço vão contar com um sistema próprio de logística reversa.

De olho na Política Nacional de Resíduos Sólidos, a ser definida pelo governo federal até junho deste ano, o Sindicato das Indústrias de Estamparias de Metais (Siniem) e a Associação da Cadeia Produtiva do Aço (Abeaço) anunciaram a construção de um centro de 10 mil metros quadrados voltado à reciclagem das embalagens de metais. Fabricantes de latas e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) serão os parceiros iniciais do projeto, localizado na região metropolitana de São Paulo.

A iniciativa será o pontapé inicial, no Brasil, para a organização de uma cadeia exclusiva de reciclagem de embalagens de metais – especialmente o aço.

Hoje, o retorno das embalagens metálicas às siderúrgicas ocorre de forma desordenada. Pode ser coletado por catadores e cooperativas, separado nos prédios residenciais e comerciais. Mas os preços pagos pelo material são muito baixos em função dos intermediários entre quemcoleta e quem compra a sucata de aço.

Os consumidores contarão com sacolas específicas para a coleta de metais, com capacidade para cerca de 60 latas. No início do projeto, elas devem ser distribuídas gratuitamente no varejo. Com todas estas medidas, a expectativa é elevar a reciclagem das embalagens de aço para 70% do total em cinco anos. No caso das latas de alumínio, o Brasil é recordista mundial em reciclagem, com um índice de 98% de reaproveitamento.

Fonte: Blog Empresa Verde

Logística reversa já recolhe 36% do óleo lubrificante usado no Brasil

janeiro 19th, 2011

Você sabia que uma simples troca de óleo lubrificante em seu veículo, pode gerar graves consequências para o meio ambiente? Caso o estabelecimento escolhido não faça parte do sistema nacional de recolhimento de óleo usado e contaminado, seu descarte incorreto pode resultar em contaminação química e os danos podem ser irreversíveis.

O Óleo Lubrificante Usado ou Contaminado – OLUC, é considerado um resíduo tóxico perigoso para o meio ambiente e para a saúde humana. Além de cancerígenos, provocam, entre outros males, a má-formação dos fetos. Para evitar a contaminação química deve-se enviar o resíduo para a regeneração e recuperação por meio do processo industrial chamado de rerrefino. Este tipo de resíduo é tão tóxico que, um litro de óleo lubrificante usado, pode contaminar um milhão de litros de água. Mil litros deste óleo podem destruir uma estação de tratamento de água para 50 mil habitantes.

Além do benefício ambiental, o processo de rerrefino também oferece vantagens econômicas, pois quando coletados e corretamente encaminhados à reciclagem, os olucs são transformados novamente em óleo lubrificante. Possibilitam a geração de óleos básicos, destinados à formulação de lubrificantes para a operação de maquinário de diversos segmentos industriais como, operações de estampagem, fabricação de borrachas, metalurgia, etc.

Há 5 anos, o Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA publicou a Resolução nº 362/2005 regulando as atividades de coleta e recolhimento destes óleos lubrificantes. A Resolução criou um sistema de logística reversa, obrigando os produtores e importadores a coletar todo o óleo disponível ou garantir o custeio de toda a coleta dos olucs efetivamente realizada.

Atualmente, o Brasil exibe um percentual de 36% de recolhimento de óleo usado e pretende atingir a meta de 42% de recolhimento na próxima década. As regiões sudeste e sul são as que mais contribuem com o recolhimento. O ideal é que o Brasil atinga a faixa de 60% de rerrefino. Para isso, é preciso ampliar a consciência da sociedade no sentido de que ela deve trocar o óleo do veículo em agentes credenciados, coibir o desvio de grande quantidade de olucs que são utilizados como óleo combustível (queima de caldeiras em olarias, padarias, etc) e, controlar a venda de óleos lubrificantes em supermercados (o óleo vendido em supermercado não tem controle, pois não faz parte do sistema da logística reversa estabelecido pela Norma Conama).

Fonte: Rede Capixaba de Resíduos

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