Posts Tagged ‘energia renovável’

Estádio em Taiwan é o primeiro do mundo 100% com energia solar

fevereiro 24th, 2012

Estádio de Kaohsiung, em Taiwan

Com jeitão futurístico, o estádio de Kaohsiung, em Taiwan, carrega o título de primeiro do mundo 100% movido a energia solar. Seu teto é recoberto por nada mais nada menos do que 8.844 placas solares, que fornecem energia suficiente para as 3,3 mil lâmpadas que iluminam o estádio e mais dois telões gigantes que transmitem os jogos.

O uso dessa fonte de energia renovável e limpa evita a emissão de 660 toneladas de CO2 na atmosfera anualmente. Em formato que remete a ferradura de um cavalo, a arena criada pela firma japonesa de arquitetura Toyo Ito foi construída para os Jogos Mundiais de 2009 e tem capacidade para 55 mil pessoas.

Fonte: Exame.com

Brasil é um dos 10 países mais atraentes para energias renováveis

janeiro 16th, 2012

Os ventos estão favoráveis para o setor eólico brasileiro. Pela primeira vez, o país aparece entre os 10 mais atraentes para investimentos em energia renovável, graças, sobretudo, ao bom desempenho da eólica. De acordo com ranking trimestral realizado pela Ernst & Young, o Brasil ocupa agora a décima posição – oito acima na comparação com o mesmo período de 2010.

De acordo com o estudo “Renewable energy country attractiveness indices”, o terceiro trimestre de 2011 foi um bom momento para desenvolvedores da energia eólica no Brasil, com a realização de quatro leilões que forneceram oportunidades para remodelar o mercado energético nacional. A energia eólica chamou a atenção porque, pela primeira vez, seu preço caiu abaixo do da eletricidade gerada pelas termelétricas a gás natural.

“O ranking mostra o amadurecimento do segmento eólico dentro da matriz energética brasileira”, avalia Luiz Claudio Campos, sócio de Transações da Ernst & Young Terco. “Há exatamente um ano, o Brasil estava na 18ª posição no ranking. Em um futuro próximo, o País pode ocupar uma posição de ainda mais destaque, provavelmente devido ao setor eólico.”

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a capacidade de geração de energia eólica brasileira está no caminho certo para crescer em 600% até 2014 para mais de 7 gigawatts (GW), em comparação ao 1 GW alcançado no final de 2010. As razões para o bom resultado do setor no país incluem desde a recente chegada de fornecedores chineses de equipamentos, o que pode levar fornecedores locais a reduzirem seus preços para continuar competitivos, ao número crescente de fabricantes de turbinas no Brasil.

No entanto, ainda há desafios. De acordo com a Abeeólica, melhorias no processo de licenciamento ambiental e soluções para os problemas com a logística e portos continuam a ser as principais barreiras para o crescimento contínuo do setor de energia eólica no Brasil.

No cenário internacional, apesar do choque de geração de energia causado por eventos extremos como o tsunami no Japão e os conflitos no Oriente Médio e no Norte da África, a maioria dos países está ampliando seus portfólios de energias renováveis. A exceção fica por conta do continente europeu, que ainda sofre com a crise econômica.

Veja a seguir quais são os 10 países que lideram o ranking geral de renováveis atual e o desempenho no setor eólico, segundo o índice de infraestrutura que suporta o desenvolvimento de empreendimentos de energias renováveis em cada país (todas as notas são em uma escala de zero a cem).

Fonte: Exame.com

Para ONU, 77% das energias podem ser renováveis até 2050

junho 27th, 2011

Há três anos, apenas 13% da energia elétrica consumida no mundo eram provenientes de fontes renováveis. Mas nesse mês, um relatório divulgado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU) apontou que o número pode ser bem mais expressivo daqui a quatro décadas. Segundo o documento, até 2050, 77% da energia elétrica poderá ser produzida através de recursos naturais, a partir de fontes como solar, eólica, hidrelétrica e biomassa. Entretanto, o estudo divulgado em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, pondera que o avanço depende da adoção de políticas públicas que viabilizem o desenvolvimento das fontes de energia limpa.

Para a produção da investigação, os analistas avaliaram os quatro possíveis cenários para até o meio do século, considerando projeções de crescimento populacional, a eficiência da produção e o consumo de energia per capita, o custo-benefício das fontes renováveis, além de outras variáveis. No cenário considerado mais otimista pelo IPCC, mais de ¾ da energia seriam de fontes renováveis, enquanto que no pior, esse índice ficaria em 15%, que já compreende situação melhor que a vista em 2008, por exemplo.

O documento ainda traz uma análise aprofundada da relação custo-benefício das formas de energia conhecidas, ajuizando que em algumas situações, é viável do ponto de vista econômico a preferência pela geração de energia limpa. No entanto, se forem contabilizados os custos monetários da reparação dos impactos ambientais, a maior parte das tecnologias limpas são atrativas no aspecto econômico.

De acordo com a averiguação do IPCC, nos próximos 40 anos, a popularização das fontes de energia renováveis pode reduzir, em mais de 200 gigatoneladas, a emissão de gases causadores de efeito estufa, o que representa 1/3 do esperado para o período por outros estudos. O índice garantiria condições para a manutenção do nível que os cientistas consideram suficiente para evitar o avanço da temperatura global em 2ºC até o final do século.

Fonte: Uai Meio Ambiente

Casca de castanha usada como energia alternativa

maio 12th, 2011

Com duas unidades de produção de índigo na região metropolitana do Ceará, a Vicunha Têxtil encontrou na vegetação local fonte abundante de energia alternativa para o aquecimento de suas caldeiras. Como o Estado é o maior produtor nacional de castanhas de caju, as cascas da amêndoa, comumente descartadas pelas empresas beneficiadoras, são enviadas diretamente à empresa para serem transformadas em energia térmica na produção de vapor. Por mês, são utilizadas em média 2,3 mil toneladas do resíduo nas duas fábricas, uma economia de, no mínimo, 50% em relação ao combustível fóssil antigamente utilizado nesse processo.

O combustível orgânico já é utilizado nas fábricas há dez anos e tem alcançado níveis positivos, não só econômicos, mas também ambientais. Primeiramente, ao absorver as cascas de castanhas para reaproveitamento energético, a empresa evita que todo esse resíduo seja descartado em aterros, com uso de todo o potencial da biomassa. Outro benefício é a qualidade do ar emitido das caldeiras. Segundo Macilon Siebra, coordenador do projeto, o resultado da queima do material gera emissões de gás com 60% a menos de particulados – pequenas partículas sólidas no gás – que o limite estabelecido. Importante também é o controle de emissão dos gases como CO2 (gás carbônico), SO2 (dióxido de enxofre) e NOx (óxidos de nitrogênio), alcançando de 20% a 30% menos de gases nocivos em comparação ao limite permitido.

Além da casca de castanha de caju, a Vicunha usa como complemento descartes das serrarias de madeira da região, e lascas de bambu. Apesar de serem aproveitados em menor quantidade que o resíduo da fruta seca, esses materiais colaboram durante a entressafra da produção do caju.

Portal: Fator Brasil

Energia renovável pode chegar a 95% em 2050

março 16th, 2011

A demanda energética mundial poderá ser suprida em 95% por energias renováveis até 2050, segundo relatóriodivulgado nesta quinta-feira pela entidade ambientalista WWF e pela consultoria energética Ecofys.

Até lá, a demanda energética total poderá ser 15% inferior à de 2005, graças a medidas ambiciosas de economia de energia, apesar da previsão de aumento para a população, a produção industrial e o transporte de cargas e passageiros.Atualmente, mais de 80% da energia global vem de combustíveis fósseis, mas o relatório diz que a energia nuclear, os combustíveis fósseis e a biomassa poderão ser praticamente abandonados nas próximas quatro décadas.

Para isso, será preciso reduzir em pelo menos 60% os gastos com calefação de edifícios, por meio da melhora na eficiência energética e do uso de energia solar e calor geotérmico.O relatório defende também a modernização das instalações elétricas, a adoção de redes “inteligentes” e a prioridade do transporte elétrico em escala global. Incentivos financeiros –como tarifas diferenciadas para a energia renovável– também teriam um papel importante nisso.

Outras recomendações do relatório é que o consumo per capita de carne caia à metade até 2050 nos países industrializados, e aumente em um quarto nas nações em desenvolvimento. A população deveria ser estimulada a andar de bicicleta, caminhar e usar o transporte público, e a substituir aviões por trem. O texto estima que até 2050, mantidas as atuais condições, a melhora da eficiência energética e a redução dos custos dos combustíveis permitirão uma economia anual de US$ 5,59 bilhões (cerca de R$ 9,29 bilhões).

Por outro lado, serão necessários mais investimentos para aumentar a geração de energia renovável, modernizar os sistemas e melhorar a eficiência energética. Num prazo de 25 anos, tal investimento deveria passar de R$ 2,28 trilhões por ano para R$ 8 trilhões. Por volta de 2040, tais gastos começariam a se pagar, com a economia superando os custos.

Fonte: Folha Online

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