Posts Tagged ‘energia elétrica’

GE lança projeto de biogás inédito no Brasil

abril 17th, 2012

A GE Energy, braço do segmento de energia do conglomerado americano, coloca em operação no mercado brasileiro um projeto pioneiro na América Latina cujo equipamento desenvolvido pela companhia utiliza biogás como combustível.

A iniciativa é voltada principalmente para unidades produtivas que geram resíduos orgânicos, que são transformados em energia elétrica e vapor através da tecnologia desenvolvida pela empresa americana.

Entre os benefícios, está a redução dos gastos com eletricidade e gás natural, além da diminuição da emissão de gás carbônico durante o processo produtivo.

O primeiro projeto de cogeração de energia a entrar em operação no mercado latino-americano foi instalado na fábrica da Bio Springer Brasil, especializada na produção de matéria-prima alimentícia à base de levedura, que fica na cidade de Valinhos, no interior de São Paulo.

A GE comercializa os equipamentos no mercado em conjunto com a empresa espanhola Lonjas, especializada em projetos de engenharia e construção para unidades produtivas e que é parceira da companhia no mercado europeu desde a década de 90.

O valor do contrato foi de US$ 500 mil (cerca de R$ 860 mil).”Temos uma expectativa muito grande com essa área pois o potencial com essa fonte de energia na América Latina é muito grande”, afirma Wendell Oliveira, diretor executivo da divisão de motores a gás da GE.

A expectativa da GE é fechar mais três projetos de cogeração de energia a biogás até o meio desse ano. Além do mercado brasileiro, a companhia cita Chile e Colômbia como potenciais mercados para a iniciativa.

Por conta das diferentes demandas que podem surgir na área, a GE conta com um portfólio de cinco equipamentos cujas capacidades de geração de energia variam de 300 quilowatts a 9,5 megawatts (potência suficiente para abastecer uma cidade de 80 mil habitantes).

“A utilização de cada modelo depende da aplicação e tamanho do projeto”, diz o diretor da GE.

Fonte: Fábio Suzuki BE

Fonte: Ecofidelidade

Aluno cria aparelho que mostra gasto de energia elétrica em tempo real

abril 2nd, 2012

São Paulo – Um aluno do ensino médio de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, desenvolveu, durante as aulas de eletrônica, um aparelho que mostra o gasto de energia elétrica de uma casa em tempo real. O estudante foi classificado para participar da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia na capital.

O aparelho promete ajudar o consumidor a controlar melhor a conta de luz. Ele transforma o consumo de quilowatts em reais, orientando quanto o consumidor está gastando.

O estudante Rodrigo Fernandes desenvolveu um circuito de medição e um programa que apresenta os dados no computador. Digitando o valor que a concessionária cobra por quilowatts-hora, o sistema aponta o gasto.

Ao acender uma lâmpada, por exemplo, o aparelho indica que o gasto será de R$ 0,2 por hora que continuar acesa. O equipamento é ligado ao relógio tradicional, usado pela empresa que fornece a energia e traduz de forma imediata as informações que só chegariam ao fim do mês.

Durante a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, em São Paulo, Rodrigo terá contato com professores da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), empresários e outros inventores. O jovem espera trazer informações que ajudem a melhorar o projeto que criou.

A feira acontece entre segunda-feira (12) e sexta-feira (16), na Escola Politécnica da USP, em São Paulo.

Fonte: Procel INFO

Microusinas domésticas

março 22nd, 2012

O governo vai abrir o setor elétrico para a chamada “microgeração” de energia, uma decisão que vai mexer com as regras de fornecimento e distribuição do país.

A regulamentação que vai permitir a transformação de cada residência do país em uma microusina de energia elétrica foi formatada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Nesta semana, técnicos da agência farão uma apresentação final da proposta para a diretoria da Aneel. Já em fevereiro, as regras da microgeração devem passar por reunião deliberativa da agência, para então serem publicadas no “Diário Oficial da União”.

A microgeração se baseia na instalação de painéis solares em residências para geração complementar de energia elétrica – a regulamentação da Aneel também vai permitir a instalação de minitorres eólicas, mas o alvo principal são os painéis fotovoltaicos. A mudança permite que o cidadão continue a consumir a energia fornecida pela distribuidora, mas o medidor de sua casa também passa a contabilizar a potência gerada pelos seus painéis solares. No fim do mês, a concessionária de energia abate da conta de luz o volume gerado pelos equipamentos do consumidor.

Numa situação em que a casa de um consumidor chegue a gerar energia excedente, essa potência extra será enviada para o sistema integrado nacional, ou seja, o cidadão passará a “vender” energia. “Quando isso ocorrer, o consumidor terá um tipo de crédito em sua conta, que será abatido no consumo dos meses seguintes”, diz Ivan Camargo, superintendente de regulação da distribuição da Aneel.

Dentro do Ministério de Minas e Energia (MME), a microgeração é vista como aposta decisiva para que a energia solar finalmente decole no país. “Temos projetos de usinas solares em andamento e isso é importante para esse setor, mas realmente acredito que consolidação da energia fotovoltaica se dará por meio dessa geração distribuída”, afirma Altino Ventura Filho, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME.

A trilha aberta pelo governo segue um caminho já percorrido por países europeus como Alemanha, Espanha e Portugal. Para que a microgeração se torne realidade, porém, é preciso que haja adesão do consumidor. O preço é um entrave. A custos atuais, estima-se que a parafernália tecnológica para implantação de um painel solar de 1 quilowatt chega a cerca de R$ 15 mil. “Com essa estrutura, uma residência de consumo médio deixaria de pagar pelo consumo diário de vários itens como TV, geladeira e luz, com exceção de chuveiro e ar-condicionado”, comenta Hamilton Moss de Souza, diretor do Departamento de Desenvolvimento Energético do MME.

O governo acredita que, com a regulamentação do serviço – que terá de ser administrado pelas distribuidoras de energia – a tendência é que o preço dos equipamentos caia bruscamente. Para estimular a adesão da população, o governo deve criar linhas de financiamento específicas para o programa, diz o secretário Altino Ventura Filho. “A ideia é que o cidadão possa pagar um preço pelo equipamento baseado no valor que conseguir economizar em conta de luz”, diz.

Paralelamente à questão regulatória, o MME vai iniciar neste semestre o projeto conhecido como “120 Telhados”, que prevê a instalação de tetos solares em 120 residências espalhadas pelo país. A iniciativa, que conta com apoio da Universidade de São Paulo (USP) e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), deveria ter começado no ano passado, mas não foi para frente por retenção de recursos. “Agora será liberado um crédito de R$ 4 milhões para que iniciemos esse piloto”, diz Hamilton Moss de Souza, do MME. As distribuidoras de energia vão escolher consumidores para testar diferentes tecnologias de medidores e painéis de energia. Os estudos, que serão analisados mensalmente, devem durar até dois anos.

A expectativa do governo é de que a iniciativa abra as portas para a criação de uma indústria nacional de energia solar. Hoje, quase 100% dos equipamentos vendidos no país são importados. “De um ano para cá temos recebido visitas de empresas da Coreia do Sul, Japão, China, Alemanha e Espanha. O preço dos painéis tem caído consideravelmente a cada ano. Com essas medidas, o governo quer criar um ambiente favorável para que o mercado cresça naturalmente”, afirma Altino Ventura Filho, do MME.

A médio e longo prazo, acredita-se que a energia solar terá o mesmo destino das eólicas. Até cinco anos atrás, as turbinas movidas a vento não faziam parte da matriz energética do país pela baixa competitividade que ofereciam. Hoje, as eólicas são a segunda fonte mais barata de energia, só atrás das hidrelétricas. O preço estimado do MW/h gerado por uma usina solar oscila atualmente entre R$ 300 e R$ 500, enquanto as eólicas já alcançam valores na casa dos R$ 100. Por conta dessa situação, até hoje não foi habilitado um projeto sequer de usina solar nos leilões de compra de energia realizados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A única usina solar de geração de energia em escala comercial em operação no Brasil pertence ao empresário Eike Batista. A usina MPX Tauá foi instalada no ano passado no interior do Ceará, a 360 quilômetros de Fortaleza. “A dificuldade da energia solar é que o Brasil vive o paradoxo da abundância energética”, comenta Nivalde José de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel-UFRJ). “Mas acredito que essa fonte pode chegar a uma situação semelhante a das eólicas num futuro próximo.”

Fonte: André Borges VE

Fonte: Ecofidelidade

 

Lâmpada utiliza energia solar e eólica para iluminação pública

fevereiro 7th, 2012

São Paulo – A conscientização ambiental está literalmente ganhando as ruas. Prova disso é a invenção da empresa norte-americana SavWatt, que criou a lâmpada Eco-Pole para iluminação pública, que utiliza energia solar e eólica para funcionar.

Desenvolvida para a iluminação de ruas, praças e parques, a Eco-Pole é uma lâmpada de LED criada por uma empresa especializada em iluminação de baixo consumo. Se implantada nas cidades, a invenção reduziria os custos de energia elétrica, uma vez que independe dela para fazer as lâmpadas funcionarem.

A Eco-Pole utiliza LED de 60W, pode durar até 50 mil horas e é alimentada por uma microturbina de vento de 300W e por painéis solares de 90W. Embora tenha 60W de potência, a lâmpada ilumina o equivalente a uma incandescente de 250W.

O sistema de alimentação da Eco-Pole é protegido por uma capa ultrafina para que o aparelho não seja danificado devido ao fato de ficar exposto a diversas condições climáticas.

A lâmpada ecológica está em fase de teste em algumas cidades dos Estados Unidos. O resultado, até então, foi positivo. Economiza energia e não emite nenhum tipo de gás, o que diminui os níveis de poluição do ar.

Lâmpadas de LED são mais eficientes e quase não produzem calor. Apesar de serem muito mais caras que os modelos tradicionais, as LEDs têm maior durabilidade.

Fonte: Exame.com

Como acertar na hora de escolher lâmpadas para casa

dezembro 26th, 2011

Paraná – Quem procura realizar um projeto de iluminação para a casa vai encontrar uma grande variedade de modelos de lâmpadas, mas o difícil é saber qual o produto mais apropriado usar e em qual ambiente. Segundo a professora do CEPDAP (Centro de Educação Profissional de Design, Artes e Profissões), arquiteta e light designer Patrícia Passos, acertar na escolha da lâmpada pode fazer toda a diferença na decoração do ambiente.

De acordo com a especialista em projetos luminotécnicos, o surgimento de novas tecnologias e produtos proporcionou a possibilidade de aliar economia no consumo de energia e requinte para a decoração. “Atualmente as empresas estão preocupadas em desenvolver produtos sustentáveis que consigam unir o baixo consumo das lâmpadas a uma maior variedade em temperatura de cores”, afirma.

Patrícia destaca as novidades disponíveis no mercado como as lâmpadas fluorescentes de tonalidade amarela, que são uma opção para aqueles que preferem produtos com baixo consumo de energia e ótima reprodução de cor. “Essa é uma opção de lâmpada que pode ser usada em todos os cômodos da casa, pois pode optar pela luz branca e amarela”.

Outra novidade que também virou tendência na maioria dos projetos de iluminação é uso das lâmpadas de LED, que conseguem causar um efeito bem diferenciado para a decoração, além de destacar algum ponto específico como um objeto de decoração, por exemplo. “Para espaços como salas, home-theaters e lavabos, que necessitam de um efeito mais cenográfico e com apelo decorativo, as lâmpadas de LED e as halógenas dicróicas AR-70, emitem fachos de luz fechados e brilhantes que ressaltam a texturas e o volume dos objetos”, esclarece.

A professora ainda dá dicas de quais lâmpadas escolher de acordo com cada cômodo da casa. “No espaço destinado à área de escritório ou de estudo é preciso ter alta intensidade luminosa. Por isso a luz branca ou, também conhecida como luz fria, na temperatura de cor entre 4000 a 6000 kelvins, é a mais apropriada, pois estimula a concentração”.

Já para ambiente de lazer e descanso, como quartos e salas, ela recomenda o uso de lâmpadas de temperatura quente. “A temperatura de cor mais indicada seria entre 2700 a 3000 kelvins. As lâmpadas que possuem esta característica são as incandescentes e halógenas, também conhecidas como luz amarela, além das já mencionadas fluorescentes e os LEDs de tom amarelado”, indica.

Fonte: Procel Info

iBamboo: som alto sem energia elétrica 


novembro 28th, 2011

Desenvolvido pelo engenheiro Anatoliy Omelchenko, o iBamboo dispensa pilhas e baterias e utiliza a ressonância do bambu para amplificar o som das músicas armazenadas no iPhone 4

Uma caixa de som que não precisa de energia elétrica, pilhas, nem sequer um painel solar para funcionar. A iBamboo, como foi batizada pelo seu criador, o engenheiro Anatoliy Omelchenko, usa apenas a ressonância do bambu para amplificar o som das músicas. O material natural é cortado manualmente (e de forma minuciosa) por Omelchenko para permitir que as ondas sonoras se propaguem com mais potência, mas sem perder a qualidade.

O projeto, que tomou cerca de quatro meses de trabalho, foi financiado pelo Kickstarter (site de crowdfunding, ou financiamento coletivo). As caixas, feitas de forma artesanal, são vendidas entre 25 e 30 dólares (dependendo do trabalho que exige cada uma das peças de bambu). Por enquanto, a tecnologia verde só é compatível com o iPhone 4. Mas já mostra que, com criatividade e ousadia, o design sustentável ainda deve fazer muito barulho.

Veja mais no site iBamboo.

Por Rafael Tonon

Fonte: Planeta Sustentável

Brasil terá sobra de energia elétrica até 2015, prevê ONS

outubro 17th, 2011

O Brasil vai conviver com sobra estrutural (relação produção/consumo) de energia elétrica até 2015. A previsão foi feita pelo diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Hermes Chipp.

Somente este ano, disse Chipp, o país deverá registrar uma sobra estrutural de energia da ordem de 2,5 mil megawatts (MW) médios, para uma previsão de oferta de 58 MW médios no ano.

Para 2015, Chipp prevê uma sobra de 5 mil MW médios, para uma oferta de 71 mil MW médios. As projeções levam em consideração um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) médio de 5% nos próximos cinco anos.

Na avaliação do diretor-geral do ONS, a exceção acontecerá este ano quando a expectativa de crescimento do PIB do país, e por extensão do consumo de energia elétrica deverá ser menor: em torno de 4%.

“Estas sobras estão garantidas pelas fontes de energia contratadas nos leilões da Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica], que propiciam a garantia física do fornecimento. Evidentemente que essas sobras do Sistema Interligado se distribuem nas regiões. Vale lembrar que somente em energia eólica teremos 500 MW sendo adicionado no sistema”.

As projeções do ONS também levam em conta a hidrologia favorável vivida atualmente no país, onde os reservatórios encontram-se acima de 80% de sua capacidade plena.

Fonte: Agência Brasil

 

Engenheiro brasileiro cria fogão a lenha que gera energia

outubro 7th, 2011

O engenheiro mecânico Ronaldo Sato desenvolveu um fogão a lenha capaz de gerar energia elétrica. O equipamento criado pelo brasileiro é ideal para zonas rurais, onde o acesso à rede elétrica é dificultado, ele ainda é mais seguro e ambientalmente correto.

O protótipo levou sete anos para ser finalizado, durante esse tempo o pesquisador estudou diversas alternativas, até chegar ao modelo ideal, em 2006. A proposta fez tanto sucesso, que sua eficiência atraiu os interesses da Energer, empresa especializada em energia renovável. A eficiência do fogão foi comprovada pela Eletrobras e pelo Instituto Nacional de Tecnologia.

Segundo matéria publicada na Folha de S. Paulo, o fogão, apelidado de Geralux, é capaz de produzir energia suficiente para manter em funcionamento três lâmpadas de LED por seis horas, um rádio por quatro horas, uma televisão de 14 polegadas e um receptor de sinal parabólico por três horas e um refrigerador de corrente contínua por 24 horas.

O fato de não possuir caldeira torna o equipamento mais seguro. Além disso, ele chega a ser 50% mais econômico do que os modelos tradicionais e retém a fuligem no próprio fogão. O vapor gerado durante a queima é transformado em energia mecânica e depois em eletricidade, que permanece armazenada em uma bateria de carro. Essa tecnologia reduz os impactos que os fogões a lenha geram na saúde das pessoas que o utilizam.

Hoje os custos para essa produção são de R$ 4.900, no entanto, Sato acredita que ele possa ser barateado, diante de uma produção em grande escala. A tecnologia pode ser aplicada também em escolas da região Amazônica, em que o fogão geraria energia enquanto a merenda é feita. Neste ano o governo brasileiro levou a tecnologia a 300 famílias do Acre, mas a proposta é de que, através do Programa Luz para Todos, 25 mil famílias que vivem em áreas isoladas tenham acesso à energia elétrica. Com informações da Folha e da Inovação Tecnológica.

Fonte: Redação CicloViv

 

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