Posts Tagged ‘consumo responsável’

Restaurante cria menu com espécies da Mata Atlântica

março 8th, 2012
Débora Spitzcovsky – Planeta Sustentável – 24/01/2012

Entre os dias 31/01 e 10/02, o restaurante e café Sofá Café, localizado no bairro de Pinheiros, na cidade de São Paulo, ofereceu aos seus frequentadores um menu especial, com pratos feitos comespécies nativas da Mata Atlântica, como o cambuci e a palmeira juçara.

Batizado de Semana da Gastronomia e Sustentabilidade, o evento pretende promover agastronomia sustentável e, ainda, estimular o consumo responsável dos produtos provenientes da floresta. Isso porque todas as espécies da Mata Atlântica utilizadas no cardápio do restaurante são de manejo sustentável.

Entre os pratos que estavam no menu do Sofá Café durante a Semana, estão:
– Frango grelhado com mix de gergelim e risoto de arroz cateto com taiona e molho de pimenta;
– Saint Peter com molho agridoce de cambuci, arroz integral com castanha de baru e espaguete de legumes;
– Grissinis com coalhada de Cambuci e pimenta dedo de moça;
– Mini salada de folhas com pepino e manga ao molho de juçara;
– Mousse de cambuci com calda de juçara e
– Brigadeiro de juçara com queijo branco e hortelã.

O início do evento está marcado para 31/01 porque é quando se comemora, em todo o Brasil, o Dia das RPPNs – Reservas Particulares do Patrimônio Cultural. A data escolhida é uma homenagem às criadoras do menu especial, Olinta e Vanda, ex-donas de casa que decidiram se engajar napreservação da floresta e, hoje, possuem uma empresa de gastronomia sustentável, a Sabor da Capela, que oferece pratos típicos da Mata Atlântica aos visitantes do Parque das Neblinas, uma RPPN localizada entre as cidades de Mogi das Cruzes e Bertioga e gerenciada pelo Instituto Ecofuturo.

Semana da Gastronomia e Sustentabilidade, no Sofá Café
Data: 31/01 a 10/02
Horário de funcionamento: das 8h às 19h, de segunda a quarta-feira e das 8h às 21h, às quintas e sextas-feiras. O restaurante não abre aos sábados, domingos e feriados.
Endereço: Rua Bianchi Bertoldi, nº 130, Pinheiros – São Paulo/SP

Fonte: Planeta Sustentável

Elásticos feitos com pneu de bicicleta

janeiro 24th, 2012

Produtos sustentáveis fazem parte da mudança por melhores condições

Uma maneira de ser mais sustentável em suas ações diárias é optar por produtos sustentáveis e reciclados. Apesar de não resolverem os problemas ambientais, deixar de usar produtos nocivos é importante, principalmente para demonstrar para as empresas uma mudança de percepção por parte dos consumidores e cobrar mudanças de postura.

Um exemplo é esse elástico fabricado na Suíça, que utiliza câmaras de bicicleta usadas como matéria-prima. Pode parecer pequeno, mas o fato de tirar os pneus de circulação e dar a eles uma nova finalidade já é sustentável. 70 unidades do Plattfuss são vendidas por US$ 8.

Veja mais informações sobre o produto aqui e aqui.

Fonte: Atitude Sustentável

 

Vai uma faxina ecológica aí?

janeiro 10th, 2012

Consumidores “ecofriendly” já encontram no mercado serviços e produtos de limpeza que afetam menos o meio ambiente

Digite no Google: produtos de limpeza ecológicos. Pelo menos 90% do resultado é composto de referências a sites que dão receitas caseiras de detergente, tira mofo, desengordurante, entre outros coringas da faxina doméstica, feitos a partir de ingredientes simples, como limão, vinagre e bicarbonato de sódio.

Para os consumidores ecofriendly que simpatizam com a ideia, mas preferem não colocar a mão na massa (literalmente), já é possível encontrar no mercado brasileiro alternativas de produtos de limpeza que agridem menos o meio ambiente e saúde de quem os manipula. No lugar de complexas substâncias químicas e derivados do petróleo, que podem agredir o meio ambiente, entram em insumos 100% naturais e biodegradáveis.

A linha de produtos de limpeza ecológicos Biowash é uma das mais antigas no mercado brasileiro. Desde 2007, ela possui o selo do Instituto Biodinâmico (IBD), que garante a origem natural da formulação. Segundo Becky Weltzien, dona da Cassiopeia, empresa que produz a linha ecológica, não são apenas consumidores “verdes” que se interessam pela eco-faxina. “Temos um público fiel de pessoas alérgicas às formulações convencionais. Algumas são tão sensíveis que não conseguem nem sentir o cheiro ou vestir uma roupa lavada com produtos comuns”, diz..

Eucalipto, citronela, óleo de laranja e capim limão são algumas das substâncias alternativas usados pela marca, que não utiliza derivados de petróleo, fosfatos ou produtos de origem animal. Seus produtos podem ser encontrados em lojas de artigos naturais, empórios e em algumas redes de supermercados, como o St. Marche, em São Paulo, e o Zona Sul, no Rio de Janeiro. Também é possível comprar pelo site da empresa.

Outra opção para a faxina ecológica são os produtos da Mr. Green. A linha possui multiuso, limpa vidros, limpa estofados, limpa Inox e alumínio, e até um limpa pichação e um lava-carros. Isentos de ácidos, cáusticos ou corrosivos, todos os produtos possuem como princípio ativo uma substância chamada “terpeno”.

“Os terpenos são encontrados em folhas, flores, frutos, caules e raízes das plantas e são responsáveis por grande parte dos aromas. Além disso, possuem um poder de solvência intenso e auxiliam na decomposição do material orgânico”, explica Miguel Santos Neto, diretor executivo da Krest, que produz a linha.

Apesar da formulação natural, os produtos têm um alto poder limpeza. O limpa-pichação é empregado, por exemplo, pela concessionária CCR na limpeza de placas de sinalização da Via Dutra. “Ele remove a sujeira e o piche, sem afetar o reflexo”, afirma Neto, ressaltando que o desengraxante usado é retirado da casca de laranja. Os produtos da Mr. Green podem ser adquiridos pelo site da empresa.

Além do setor de varejo, há quem aposte nos serviços de limpeza ecológicos. É o caso da Presto Clean, especializada em faxina de baixo impacto ambiental. O forte da empresa é a limpeza de móveis e carpetes com produtos biodegradáveis e sem desperdício de água.

“Além disso, usamos aspiradores de pó e outros aparelhos mais eficientes, que ajudam a reduzir o consumo de energia”, diz o dono Alexandre Harkaly. Entre os clientes da empresa, estão prédios que buscam certificação de construção sustentável. O uso de serviços de limpeza ecológicos conta pontos para um prédio receber o título de “verde”.

Fonte: Exame.com

Engenheiro cria carro movido a álcool, gasolina e energias eólica e solar

novembro 30th, 2011

O engenheiro cearense Fernando Alves Ximenes criou um carro movido a quatro combustíveis, que, segundo ele, é o primeiro “quadriflex” do mundo. O veículo usa álcool, gasolina, energias eólica e solar. “A ideia é ambiental. É reduzir a emissão de CO² na atmosfera”, diz o engenheiro. O automóvel  foi apresentado no encontro Inova 2011, em junho, no Ceará, e na EcoEnergy, feira internacional de tecnologias limpas e renováveis, que ocorreu em São Paulo em setembro.

Desenvolvido a partir de um FIat Uno, que já tem motor bicombustível, o chamado carro “quadriflex” ganhou potência e economiza 40% de combustível. Com isso, lança 40% menos de CO² no ar, segundo seu criador. “O carro ganha seis cavalos potência. Passa para 81 cavalos”, explica o engenheiro. Para chegar ao carro “quadriflex”, ele conta que foram dez anos de pesquisa o que, segundo diz, dificulta a contabilidade dos investimentos.”Mas foi tudo com o meu próprio capital”, afirma.

Ximenes explica que no motor convencional existem correias e engrenagens que fazem rotação para produzir a energia demandada pelo veículo e, segundo o engenheiro, no “quadriflex” essa energia é produzida pelo ar e pelo sol. Com isso, o automóvel fica mais econômico e emite menos CO² na atmosfera. A energia solar é captada por uma placa fotovoltaica no teto do veículo, que tem geradores eólicos embutidos nas laterais. Os geradores capturam energia quando o carro está em movimento.

Dono da empresa Gram Eollic, o cearense afirma que já foi procurado por uma montadora norte-americana e que, se as conversas avançarem, uma unidade de fabricação deve ser montada no Ceará dentro de três anos. “Será uma holding, com as duas marcas. E eu faço questão que seja no Ceará, para gerar empregos no estado”, aposta.

Carro autossustentável – O engenheiro explica que seu próximo projeto é apresentar em 2012 o carro autossustentável. Segundo Ximenes, o automóvel vai funcionar apenas com energia eólica e fotovoltáica (solar), sem emissão de nenhum poluente gasoso. “O carro ‘quadriflex’ é ainda emite CO², embora haja redução. Com o novo carro, a pessoa poderá viajar de Fortaleza ao Rio Grande do Sul sem ter de parar em posto de gasolina”, acrescenta.

Além disso, ele argumenta que, para atingir o objetivo ambiental, é preciso disseminar o uso do mecanismo em carros populares. “A linha de produção tem de ser em série. Se não eu não ia conseguir o objetivo ambiental. Jamais conseguiria um número que significasse uma redução de CO² na atmosfera”, diz. Para isso, argumenta, tem de se unir a alguma empresa que já tenha filiais no mundo inteiro.

Fonte: G1

Brasileiros estão mais preocupados com o meio ambiente, segundo pesquisa

agosto 17th, 2011

Brasil é o país com o maior índice de preocupação em relação ao meio ambiente

A sustentabilidade e as empresas verdes são foco da pesquisa ImagePower® Green Brands 2011, que fez um panorama do que pensam os consumidores de oito países. Os brasileiros estão em primeiro lugar no ranking quando questionados sobre o meio ambiente (77%) e em último sobre economia (20%).

No Brasil, 74% dos entrevistados se consideram ambientalmente conscientes e 77% afirmam que pagariam ou pagam mais por produtos ecologicamente corretos. A pesquisa também demonstra que a maior preocupação nacional relacionada à sustentabilidade é o desflorestamento (32%) e, em segundo lugar, mudanças climáticas (15%). Nos outros países mais desenvolvidos a resposta com maior índice foi o uso de energia.

Entre os países preocupados com a economia está em primeiro lugar o Reino Unido (71%), que mantém um baixo percentual de preocupados com o meio ambiente (24%).A pesquisa ouviu 9 mil consumidores da Alemanha, Austrália, Brasil, China, Estados Unidos, França, Índia e Reino Unido e foi realizada pela Penn, Schoen & Berland Associates (PSB), com participação das agências da WPP, Landor Associates e Cohn & Wolfe – representada no Brasil pela G&A Comunicação Empresaria.

Fonte: Atitude Sustentável

Diminui a preocupação do brasileiro com consumo consciente

julho 8th, 2011

Apesar de ter mais informações sobre os problemas ambientais, o número de brasileiros que mantêm hábitos conscientes de consumo é cada vez menor, segundo pesquisa feita pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ).

Para elaborar o levantamento, divulgado dia 13/06, foram feitas entrevistas com mil consumidores de 70 cidades, incluindo nove regiões metropolitanas. Entre elas, Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Salvador.

De acordo com o levantamento, 57% dos entrevistados mantêm hábitos que levam em consideração a preservação do meio ambiente. Em 2007, quando a pesquisa foi realizada pela primeira vez, esse percentual era 65%. A queda desse grupo refletiu desde a escolha de produtos ecologicamente corretos nas gôndolas dos mercados, a preocupação em verificar se os produtos adquiridos eram geneticamente modificados ou transgênicos, até a reciclagem do lixo e a preocupação em fechar a torneira ao escovar os dentes.

A pesquisa também mostrou queda no número de brasileiros preocupados com o desperdício, revelando que, enquanto em 2007, 76% dos entrevistados verificavam os armários e a geladeira antes de fazer compras, este ano 72% disseram manter essa prática.

Para o economista Christian Travassos, da Fecomércio-RJ, em alguns casos, o custo mais alto de produtos ecologicamente corretos inibe a adesão de parte dos consumidores ao grupo do consumo consciente. “O órgão mais sensível do consumidor é o bolso e ele pondera, na hora do mercadinho, ‘o orgânico é muito legal e ético, mas não tenho condições de comprar’. Não é uma questão estática porque o governo tem condições de incentivar o ‘mais verde’ e ‘ecologicamente correto’ via dedução de impostos e deduções fiscais”, disse Travassos, lembrando que, “muitos hábitos não envolvem custos”, mas a boa vontade do consumidor, como a seleção de lixo dentro de casa e o reaproveitamento do óleo de cozinha.

A pesquisa mostrou ainda que os consumidores estão menos preocupados com a saúde. De acordo com o levantamento, 25% dos entrevistados deste ano afirmaram que não verificam a data de validade do produto comprado (em 2007, eram 22%) e 72% disseram que checavam se a embalagem do produto estava danificada. A preocupação com a embalagem foi revelada por 78% dos entrevistados há quatro anos.

O resultado das entrevistas mostrou que entre as mulheres, os idosos e a classe A e B estão o maior número de pessoas conscientes em relação aos hábitos de consumo. Os dados apontam, por exemplo, que 91% dos brasileiros de terceira idade fecham a torneira ao escovar os dentes (apenas 81% dos jovens cultivam este hábito). Em relação à prática de separar o lixo para reciclagem a relação é de 54% dos idosos contra 37% de jovens.

“Ao mesmo tempo, nossa leitura dos dados tem que considerar que cada vez mais jovens e crianças estão tendo contato com referenciais ecológicos e educação ambiental. Provavelmente, se hoje os idosos e as mulheres têm um cuidado maior com o ambiente, isso não significa que nós não tenhamos, no futuro breve, pessoas entre 24 e 30 anos com uma postura diferente. A grade curricular de muitas escolas aborda os temas e isso é uma tendência para os próximos anos ser confirmada”, avaliou Travassos.

A pesquisa sobre consumo saudável vem sendo realizada anualmente, desde 2007, em 70 cidades brasileiras, pela Fecomércio-RJ, e a empresa de pesquisa Ipsos.

Fonte: Agência Brasil

Ipea mostra que consumo de energia da indústria é ineficiente

abril 20th, 2011

Alguns setores da indústria brasileira estão gastando cada vez mais energia para produzir a mesma quantidade de reais. A constatação foi feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e consta do estudo Sustentabilidade Ambiental no Brasil: Biodiversidade, Economia e Bem-Estar Humano, divulgado hoje. O relatório mostra que a indústria nacional anda no sentido oposto ao desejável, que é perseguido pela maioria das indústrias mundiais: produzir mais sem aumentar o consumo de energia.

- Alguns ramos do setor industrial, em especial ferro-gusa, minerais não metálicos, aço, papel celulose e, em menor intensidade, indústria química, estão gastando mais energia para produzir a mesma quantidade de reais. Ou seja, a intensidade energética deles tem aumentado, quando no mundo todo ela tem sido reduzida – disse o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Gesmar Rosa Santos.

De acordo com o pesquisador, como o setor industrial demanda 35% da geração de energia nacional, “acabamos demandando mais energia, mais produção de energia e mais investimento em geração de energia, em vez de economizarmos e de termos uma maior eficiência energética”.

A solução, segundo ele, é investir em processos industriais, inovação tecnológica, substituição de equipamentos por modelos mais eficientes e, ainda, combinar isso com a oferta de produtos menos intensivos em energia. Esse tipo de preocupação, afirma Gesmar, já faz parte das grandes indústrias brasileiras mas, no geral, “a coisa ainda está no início” entre as demais. “A Confederação Nacional da Indústria (CNI) já se mostrou bastante interessada nessa questão, bem como a Eletrobras. Há também linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibilizando recursos para que as empresas façam essa modernização, para que economizem energia”, disse o pesquisador.

Fonte: Agência Brasil

Lixo eletrônico: grupo discutirá a responsabilidade pelo descarte

março 25th, 2011

O governo instalou em fevereiro deste ano, um comitê orientador, com a participação de cinco ministérios, para determinar de que forma e a quem cabe o destino de materiais que são prejudiciais ao meio ambiente ao final de sua vida útil. A presidência do Comitê caberá ao Ministério do Meio Ambiente (MMA).

A próxima reunião em âmbito ministerial ocorrerá daqui a quatro meses e terá como prioridade materiais como pilhas e baterias, lâmpadas e embalagens.

Conforme o levantamento realizado em 11 capitais brasileiras, 17% do lixo eletrônico é armazenado nas residências do País porque os cidadãos não sabem o que fazer com ele.

As normas ainda não foram estabelecidas, mas poderão estar relacionadas a uma série de itens como a determinação da redução de embalagens de produtos e estímulos à indústria que produz, mas que depois retira o lixo do ambiente.

Além do impacto benéfico ao meio ambiente, as regras futuras que sairão deste comitê também estarão relacionadas com a saúde pública, pois hoje se joga o lixo nas ruas, o que acaba entupindo bueiros e sujando os rios. Os materiais que forem destinados a locais corretos também deixam de ser depósito de água parada, o que diminui a possibilidade de criadouros do mosquito da dengue.

O comitê orientador estabelecerá a implementação de sistemas de logística reversa instituídos na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

A política reversa tem como objetivo determinar a responsabilidade pelo ciclo de cadeia de produtos para as seguintes cadeias: agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes e produtores eletroeletrônicos. A lei reversa também se estenderá a produtos comercializados em embalagens plásticas, metálicas ou de vidro.

Fonte: Exame.com

Consumo responsável

outubro 5th, 2010

Papel X planta = mercado

Foto: Divulgação Papel Semente

Ecologicamente correto. Uma matéria publicada esse ano aqui mostra como é possível plantar papel. Isso mesmo! O papel semente está ganhando cada vez mais espaço no mercado. A ideia é plantar o papel, que muitas vezes picado, iria para o lixo. Ele pode germinar e dar pequenos pés de cravo, camomila, manjericão e até rúcula.

Agora, envelopes, convites, cartões de visita podem ser feitos com um papel que contém grãos. Enterrando e regando os pedacinhos do papel picado, as plantas crescem. A coordenadora do Projeto Tear, Valéria Bianchini destacou “A ideia é de ser um papel que, em contato com o solo, se decomponha mais facilmente no meio ambiente e possa germinar”. Com fibras de alface e beterraba, por exemplo, é possível fazer belos papéis do tipo. Depois, é só acrescentar os grãos à mistura e deixar o material secar. No caso da grama, as primeiras folhinhas podem despontar em dez dias. “O papel semente trabalha com a questão do consumo responsável. E, por ser reciclado, ele se decompõe mais rápido”, disse Rosimeire de Almeida, monitora do Projeto Tear.

Foto: Divulgação Projeto Tear

A novidade é recente no mercado brasileiro. Não tem mais de dois anos. Dessa forma, pelo menos, temos a chance do papel não virar resíduo. Há a possibilidade até mesmo de se criar uma hortinha. Quem gosta de hortaliças, por exemplo, em vez de jogar o papel fora, deve enterrá-lo e regá-lo. Dali, vão brotar pés de rúcula, agrião, salsinha e manjericão. No entanto somente as sementes mais resistentes e pequenas podem ser misturadas ao papel.  Quem sabe  esse “encantamento” em ver brotar vida de um simples papel se torne uma grande corrente em favor do meio ambiente.

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