Posts Tagged ‘construção sustentável’

“A vez dos containers” Iniciativas sustentáveis para 2012

maio 1st, 2012

A ideia de transformar um container em um espaço habitável não é nova, mas ganhou visibilidade após o terremoto, seguido de tsunami, que abalou o Japão em março de 2011. Com um país em destroço, os containers adaptados serviram como moradia temporária para milhares de desabrigados.

Atualmente, eles caíram nas graças dos arquitetos e viraram moda no mundo da construção sustentável, servindo como casas de características inovadoras e até mesmo como espaços comerciais.

Fonte: EXAME.com

Torre sustentável com jardim no telhado é proposta de projeto arquitetônico em Taiwan

fevereiro 8th, 2012

Construção reutiliza a água da chuva e utiliza painéis solares e turbinas eólicas para geração de energia

 

Segundo o portal de arquitetura Arch Daily, já está em construção em Taiwan uma floresta flutuante, situada no topo de uma torre – a Taiwan Tower. Estrutura em metal com a altura da Torre Eiffel, o projeto é do arquiteto Sou Fujimoto.

A torre estará situada no centro de um parque urbano e é um modelo de arquitetura ecológica. O projeto é composto da torre e do terraço, onde fica o jardim (cerca de 300 metros de altura). A construção conta ainda com utilização de energias renováveis, com aproveitamento da água da chuva, painéis solares e turbinas eólicas.

Fonte: Atitude Sustentável

Ferramenta permite avaliação de sustentabilidade em móveis

janeiro 30th, 2012

Uma nova ferramenta pode ajudar designers e compradores a avaliar a sustentabilidade de um móvel: o Ecotool. Um software disponível para uso online, o projeto avalia o grau de melhoria ambiental de um produto de acordo com os princípios de eco-design, reciclagem e possibilidades de reutilização.

O Ecotool permite, por exemplo, avaliar quais são os pontos menos sustentáveis de um produto para serem melhoradas. Para isso, o usuário deve inserir uma série de informações sobre o produto, como as matérias-primas utilizadas e os processos de construção.

O projeto indica, porém, que os resultados finais são destinados para quantificar o grau de melhoria ambiental através de um valor numérico, não servindo como índice oficial ou um valor normativo.

Clique aqui para acessar o Ecotool (em italiano).

Fonte: Atitude Sustentável

Edifícios verdes ainda são minoria no Brasil, um dos países que mais investem em construções sustentáveis

janeiro 23rd, 2012

Por Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O Brasil está em quarto lugar entre 120 países com maior número de empreendimentos que podem receber o Selo Verde, nome pelo qual é conhecido o Leadership in Energy and Environmental Design (Leed), um protocolo de avaliação e certificação internacional de edifícios ecologicamente sustentáveis. Mesmo assim, apenas 1% do que é construído no país se encaixa no conceito de sustentabilidade ambiental.

De acordo com o gerente de Relações Institucionais e Governamentais da Green Building Council (GBC) Brasil, Felipe Faria, o país está à frente de nações como Canadá e Índia em número de certificados verdes e a demanda de mercado por construções sustentáveis não para de crescer. Mas os desafios nessa área ainda são grandes, segundo Fábio, sobretudo devido ao preconceito e à falta de informação.

“Os custos operacionais da edificação são baixos e, para os governos, é muito mais fácil investir em eficiência energética do que em aumento de produção de energia. Muitos ainda acham que os custos são maiores, mas, em muitos casos, sai mais barato investir em projetos verdes. Investir em eficiência energética e uso racional de água vale muito a pena”.

O executivo da GBC Brasil participou do 13º Encontro de Energia do Rio de Janeiro (Enerj) e falou sobre as vantagens de investir em edifícios verdes e a situação do Brasil nesse setor. Ele destacou o avanço das indústrias de materiais de construção, que estão investindo muito e rapidamente em produtos de baixo impacto ambiental. “São produtos que não existiam há cinco ou seis anos, como tintas e vernizes com baixos compostos orgânicos voláteis, ligas de alumínio com 80% de reciclagem, enfim, produtos que hoje são padrão. Hoje não falta tecnologia, o importante é ter bons projetos”.

No Rio de Janeiro, o aumento do número de empreendimentos com eficiência energética e baixo impacto ambiental está associado a incentivos fiscais e leis municipais. De acordo com o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro, Jorge Luiz Arraes, até o momento, mais de 160 mil metros quadrados (m²) de projetos ambientalmente sustentáveis já foram aprovados na região portuária, que passa por um processo de revitalização para a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíada de 2016.

“São entre 13 e 15 prédios que estão seguindo todas as regras urbanísticas e ambientais da prefeitura. A legislação obriga que novos empreendimentos na área portuária obedeçam a parâmetros específicos como economia de consumo de água e reaproveitamento da água da chuva, uso de aquecimento solar, acesso facilitado para bicicletas, materiais com certificação ambiental, entre outros”.

Os empreendimentos fazem parte do projeto Porto Maravilha, da prefeitura, que abrange 5 milhões de m² de uma das áreas mais degradadas do centro da cidade, que é a zona portuária. Além de diversas intervenções sociais e ambientais, o projeto prevê o plantio de 15 mil árvores e a ampliação da área verde, que hoje ocupa apenas 2,5% da região, para 10%.

Fonte: Agência Brasil

Aumenta demanda por prédios de alta performance

dezembro 28th, 2011

Índia – O setor imobiliário em Pune está testemunhando o crescimento contínuo da demanda por edifícios de alto desempenho com muitas empresas preferindo tais edifícios para começarem ou expandirem seus negócios. Esses prédios ajudam a reduzir o consumo de água e energia, têm menos impacto no meio ambiente, proporcionam melhor qualidade interna do ar e aumentam a produtividade dos funcionários.

De acordo com  D Nirmal Ram, presidente da Acrex India 2012, “A cidade, como muitas outras grandes cidades do mundo, está vendo o aumento da infra-estrutura de alta performance para empresas de software, escritórios corporativos e residências. Esta infraestrutura avançada está crescendo rapidamente na cidade com o apoio do governo e da iniciativa de responsabilidade social de diversas empresas”.

Segundo Ram, os países hoje em todo o mundo estão enfrentando desafios no combate às mudanças climáticas e à disponibilidade escassa de energia limpa a preços acessíveis. A situação alarmante reflete que há uma maior necessidade de concentrar os esforços em tecnologias verdes e sustentáveis de construção, eficiência energética e outras inovações mais recentes neste campo. Novas tecnologias de conservação e eficiência energética estão substituindo tecnologias obsoletas e antigas.

Fonte: Procel Info

Casa ecológica: alunos transformam objetos em imóvel

dezembro 21st, 2011
Construído apenas com produtos recicláveis, como plástico, embalagens longa vida, madeira de pallets e vidro, o imóvel tem 52 metros quadrados

Depois de uma campanha para recolher materiais recicláveis desde o início do ano, estudantes do Colégio Sagrado Coração de Jesus, de Campinas, colocaram a mão na massa e construíram uma casa ecológica dentro da instituição de ensino. Com o projeto todos puderam aprender sobre sustentabilidade.

Construído apenas com produtos recicláveis, como plástico, embalagens longa vida, madeira de pallets e vidro, o

imóvel tem 52 metros quadrados, divididos em sala com varanda, cozinha, área de serviço, quarto e banheiro.

“A construção da casa ecológica envolveu todos os professores e alunos. Cada docente ficou responsável por um cômodo e usou o trabalho prático como ferramenta de estudos. Ao construir a área de serviço, por exemplo, os alunos conceberam um sistema de recolhimento do óleo de cozinha para fazer sabão, sob orientação do professor de química”, explica Márcia Regina Cunha Greenhalgh, coordenadora do ensino fundamental do colégio.

Todos os ambientes da casa foram concebidos conforme o esforço dos alunos na coleta do material necessário. Dessa forma, puderam entender, na prática, como funciona o processo de reciclagem.

Na sala, por exemplo, os móveis surgiram com a utilização de madeira de pallets. Na cozinha e no quarto, os utensílios e móveis foram produzidos com garrafas pet. No total, foram recolhidas mais de 3.000 unidades. No banheiro foi montado um sistema que exemplifica a reutilização da água da pia no vaso sanitário.

Além da reciclagem, os estudantes tiveram contato com a energia limpa, promovendo a economia de eletricidade e, consequentemente, de recursos naturais.

“Com a ajuda do professor de Física os alunos construíram um forno de ‘energia verde’, que aproveita os raios do Sol para cozinhar os alimentos. Utilizando espelhos e uma caixa completamente vedada, toda preta, eles conseguem concentrar o calor e preparar os alimentos. Realmente funciona”, destaca.

Fonte: A Tribuna (Piracicaba – São Pedro – Rio das Pedras)

‘Rio vai ter que superar Londres por Olimpíadas verdes’

novembro 25th, 2011
Executivo da CH2M HILL, construtora que participou do consórcio responsável pelo projeto e execução dos Jogos de 2012, diz que para ser sustentável é preciso dedicação à excelência

O sonho britânico de realizar as Olimpíadas mais verdes de que se tem notícia está se tornando realidade. Há pouco mais de um ano para a cerimônia de abertura, os estádios e arenas – erguidos dentro dos padrões da construção sustentável – já estão em fase de testes. O segredo? “Dedicação à excelência para atingir objetivos”, afirma Michael A. Szomjassy, presidente da área ambiental da CH2M HILL.

A construtora americana integrou, junto com a Mace e Laing O’Rourkeo, o consórcio responsável pelo planejamento, design e construção da infraestrutura dos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Em entrevista à EXAME.com, Szomjassy avalia o desempenho da cidade sede em atingir metas e fala de suas expectativas para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro – que também pleiteia o título de Olimpíadas verdes.

Como Londres está se saindo até agora?
Michael A. Szomjassy
– O último centro esportivo em construção foi entregue há duas semanas, um ano antes das Olimpíadas. Isso diz muita coisa. Sob liderança da autoridade Olímpica, todas as equipes envolvidas no projeto, de empreitreiras a parceiros, trabalharam seguindo à risca um conjunto consistente de diretrizes e metas. Isso permitiu que todos ficassem alinhados com os obejtivos globais de sustentabilidade, de custos, segurança e cronograma.

O que contribui para esse desempenho e qual o qual o papel da pontualidade aí?
A construção sustentável não leva mais tempo do que a construção tradicional, mas a sustentabilidade tem que estar inserida em todo o processo do planejamento à operação. Agora, as chaves do sucesso estão no senso de liderança da cidade alinhado a uma visão clara, planejamento minucioso e excelente execução na fase de entrega, o que também permite reduzir custos.

Quanto custa ser verde?
Ser verde não necessariamente custa mais. E o retorno a longo prazo sobre o investimento em edifícios e infra-estrutura sustentáveis é muitas vezes melhor do que o da construção por métodos tradicionais. Londres vai realizar as Olimpíadas mais sustentáveis, ainda assim o governo britânico informou recentemente que o custo final deverá ficar aproximadamente 3 bilhões de dólares abaixo do orçamento inicial, uma conquista inigualável, tendo em conta as condições econômicas do país.

Quais ações e projetos britânicos podem inspirar o Brasil? Temos alguma vantagem sobre Londres?
O Rio tem um conjunto diferente de questões, que vai exigir soluções específicas. Em Londres, as obras de infra-estrutura se concentraram numa área principal [uma antiga região industrial com grave problema de terrenos contaminados], enquanto os Jogos no Rio se distribuirão por vários locais, que exigirão construção de estradas adicionais e outros elementos.

Além disso, todo projeto inglês foi gerenciado por uma entidade única de governo, enquanto o projeto brasileiro vai incorporar não só o Rio, mas governos estaduais e federal. Então, não podemos comparar as duas cidades, a não ser quando as obras estiverem concluídas.

Que oportunidades verdes você enxerga no Rio?
Se a cidade quiser realizar os Jogos mais sustentáveis do mundo, como vem propondo, vai precisar superar o desempenho inigualável de Londres em 2012. No entanto, existem oportunidades maravilhosas para o Rio alcançar seus objetivos. A cidade tem uma abundância de recursos naturais e paisagens inspiradoras, que definem bem o palco. Tem também a vantagem de aprender com Londres, Sydney e outras sedes olímpicas anteriores. De toda forma, vai ser preciso ter visão, planejamento, educação, colaboração e uma dedicação à excelência para atingir os objetivos de sustentabilidade.

Na sua opinião, que legado as Olimpíadas 2016 deixarão para o Rio?
Aqui, as oportunidades são semelhantes às de Londres: os estádios e centros desportivos deverão se tornar locais icônicos, para utilização a longo prazo pela população. E por estarem localizados em regiões economicamente deprimidas, há excelentes oportunidades para criar empregos e fornecer treinamento para mudar o ciclo da pobreza. Perspectivca clara e plano de ação serão obrigatórios para atingir estes objetivos.

Por Vanessa Barbosa

Fonte: Planeta Sustentável

Casa de plástico tem custo menor

novembro 4th, 2011

O plástico reciclável ganha uma aplicação inédita: transforma-se em quiosques, chalés, escritórios e até mesmo casas populares de 45m², com dois quartos, banheiros, sala e cozinha. O projeto do engenheiro Joaquim Antônio Caracas, proprietário da Impacto Protensão, de Fortaleza (CE), foi concebido há três anos e está em teste na Universidade Federal do Ceará (UFC). Além de contribuir para preservar o ambiente, a proposta tem outras vantagens: a casa pode ser montada em dois dias – já com instalações hidráulica e elétrica – e custa cerca de R$ 16 mil, 40% a menos que as convencionais.

Segundo Caracas, o objetivo é oferecer alternativas de moradias de baixo custo, com rapidez na montagem, praticidade e segurança, tendo como base o plástico reciclável. A cada de plástico é feita a partir de uma estrutura metálica utilizando um aço resistenta à corrosão, Avedação utiliza um molde de plástico preenchido com espuma e o acabamento interno é em gesso, tornando a casa leve, mas durável, e com conforto térmico. Por causa da espessura da vedação, há um ganho de aproximadamente 13% em área útil em relação às casas com estrutura convencional.

As placas plásticas são produzidas em Polietileno de Alta Densidade (PEAD) 100% reciclado, resultando em peças de grande rigidez e baixa deformabilidade. Uma face da placa é de aparência lisa e o outro lado é nervurado. O lado nervurado é preenchido com espuma de poliuretano, para a obtenção de uma peça leve, visando promover uma proteção térmica e acústica. Após a montagem das placas, é feito o acabamento interno em gesso. Isso permite a aplicação de textura, pintura convencional (tinta látex) e até a colocação de revestimento cerâmico.

“A montagem da casa leva apenas um dia, estando o terreno preparado segundo as especificações do fabricante”, afirma Caracas.

Segundo o engenheiro, os resultados obtidos já viabilizaram a produção e o aluguel de mais de 50 módulo, que estão sendo utilizados como escritórios em canteiro de obra, salas de aula, ambientes administrativos e residências.

Por Carlos Ossamu

Para o Valor, de São Paulo

Minha garrafa, minha vida

julho 27th, 2011

O programa surgiu através da ONG EcoTec, localizada em Honduras. Aos poucos foi se propagando e hoje já existem diversas edificações com vedações em garrafas PET e também de vidro, como garrafas de cerveja e vinho. As fotos a seguir são de uma casa em Warnes, na Bolívia. “A organização comandada pelo alemão Andreas Froese além de construir obras de moradia e infra-estrutura, faz um trabalho de capacitação nas comunidades onde atua.” Ao que parece, a estrutura é autônoma convencional de concreto e as instalações passam pelo reboco. Esquadrias comumente aplicadas, assim como os revestimentos. Uma iniciativa bacana, que deveria ser utilizada com mais frequência. E viva os 3R: reduzir, reutilizar e reciclar!

Fonte: Arquitetura em Massa

Estádios da Fifa deverão ser sustentáveis

abril 8th, 2011

Os grandes impactos da construção civil no meio ambiente já não são segredo para ninguém: de acordo com dados da ONG Green Building Council Brasil (GBC-Brasil), o setor é responsável por 65% da produção anual de lixo do país, além de responder por 25% das emissões de CO2e e 42% do consumo de energia elétrica. Para tentar mudar essa realidade, muitos movimentos no Brasil e no mundo defendem os princípios da construção sustentável e, agora, até mesmo a Federação Internacional de Futebol (FIFA) está aderindo à causa.

A mais nova exigência da FIFA, para os estádios que têm a pretensão de serem homologados pela Federação, é que as arenas esportivas possuam certificado internacional que ateste que suas obras foram realizadas em alinhamento com os princípios da construção sustentável. A certificação ainda deverá ser emitida por um dos três principais selos verdes do ramo: o Green Star, o Green Globes ou o Leed , que no Brasil é concedido pela GBC.

Paralelo a isso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou outra novidade que promete incentivar ainda mais o setor da construção sustentável: a instituição acaba de criar duas linhas de crédito – uma para arenas esportivas e outra para hotéis – que oferece vantagens de financiamento para as obras comprometidas com os princípios da construção responsável.

As novidades parecem ter despertado o interesse do setor esportivo pelas obras sustentáveis: cinco dos doze estádios brasileiros que foram escolhidos para sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014 já entraram com pedido para certificação Leed.

Na opinião dos profissionais da GBC-Brasil, as novidades não só ajudarão a termos uma Copa do Mundo mais verde em 2014, no Brasil, como também trarão benefícios para o país após o evento esportivo.  Para o gerente operacional da ONG, Felipe Faria, ao vivenciar os benefícios das construções sustentáveis, os brasileiros passarão a levar mais em conta os critérios socioambientais na hora de comprar um imóvel.

Fonte: Planeta Sustentável

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