Posts Tagged ‘construção civil’

Torre sustentável com jardim no telhado é proposta de projeto arquitetônico em Taiwan

fevereiro 8th, 2012

Construção reutiliza a água da chuva e utiliza painéis solares e turbinas eólicas para geração de energia

 

Segundo o portal de arquitetura Arch Daily, já está em construção em Taiwan uma floresta flutuante, situada no topo de uma torre – a Taiwan Tower. Estrutura em metal com a altura da Torre Eiffel, o projeto é do arquiteto Sou Fujimoto.

A torre estará situada no centro de um parque urbano e é um modelo de arquitetura ecológica. O projeto é composto da torre e do terraço, onde fica o jardim (cerca de 300 metros de altura). A construção conta ainda com utilização de energias renováveis, com aproveitamento da água da chuva, painéis solares e turbinas eólicas.

Fonte: Atitude Sustentável

Edifícios verdes ainda são minoria no Brasil, um dos países que mais investem em construções sustentáveis

janeiro 23rd, 2012

Por Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O Brasil está em quarto lugar entre 120 países com maior número de empreendimentos que podem receber o Selo Verde, nome pelo qual é conhecido o Leadership in Energy and Environmental Design (Leed), um protocolo de avaliação e certificação internacional de edifícios ecologicamente sustentáveis. Mesmo assim, apenas 1% do que é construído no país se encaixa no conceito de sustentabilidade ambiental.

De acordo com o gerente de Relações Institucionais e Governamentais da Green Building Council (GBC) Brasil, Felipe Faria, o país está à frente de nações como Canadá e Índia em número de certificados verdes e a demanda de mercado por construções sustentáveis não para de crescer. Mas os desafios nessa área ainda são grandes, segundo Fábio, sobretudo devido ao preconceito e à falta de informação.

“Os custos operacionais da edificação são baixos e, para os governos, é muito mais fácil investir em eficiência energética do que em aumento de produção de energia. Muitos ainda acham que os custos são maiores, mas, em muitos casos, sai mais barato investir em projetos verdes. Investir em eficiência energética e uso racional de água vale muito a pena”.

O executivo da GBC Brasil participou do 13º Encontro de Energia do Rio de Janeiro (Enerj) e falou sobre as vantagens de investir em edifícios verdes e a situação do Brasil nesse setor. Ele destacou o avanço das indústrias de materiais de construção, que estão investindo muito e rapidamente em produtos de baixo impacto ambiental. “São produtos que não existiam há cinco ou seis anos, como tintas e vernizes com baixos compostos orgânicos voláteis, ligas de alumínio com 80% de reciclagem, enfim, produtos que hoje são padrão. Hoje não falta tecnologia, o importante é ter bons projetos”.

No Rio de Janeiro, o aumento do número de empreendimentos com eficiência energética e baixo impacto ambiental está associado a incentivos fiscais e leis municipais. De acordo com o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro, Jorge Luiz Arraes, até o momento, mais de 160 mil metros quadrados (m²) de projetos ambientalmente sustentáveis já foram aprovados na região portuária, que passa por um processo de revitalização para a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíada de 2016.

“São entre 13 e 15 prédios que estão seguindo todas as regras urbanísticas e ambientais da prefeitura. A legislação obriga que novos empreendimentos na área portuária obedeçam a parâmetros específicos como economia de consumo de água e reaproveitamento da água da chuva, uso de aquecimento solar, acesso facilitado para bicicletas, materiais com certificação ambiental, entre outros”.

Os empreendimentos fazem parte do projeto Porto Maravilha, da prefeitura, que abrange 5 milhões de m² de uma das áreas mais degradadas do centro da cidade, que é a zona portuária. Além de diversas intervenções sociais e ambientais, o projeto prevê o plantio de 15 mil árvores e a ampliação da área verde, que hoje ocupa apenas 2,5% da região, para 10%.

Fonte: Agência Brasil

Estádios da Fifa deverão ser sustentáveis

abril 8th, 2011

Os grandes impactos da construção civil no meio ambiente já não são segredo para ninguém: de acordo com dados da ONG Green Building Council Brasil (GBC-Brasil), o setor é responsável por 65% da produção anual de lixo do país, além de responder por 25% das emissões de CO2e e 42% do consumo de energia elétrica. Para tentar mudar essa realidade, muitos movimentos no Brasil e no mundo defendem os princípios da construção sustentável e, agora, até mesmo a Federação Internacional de Futebol (FIFA) está aderindo à causa.

A mais nova exigência da FIFA, para os estádios que têm a pretensão de serem homologados pela Federação, é que as arenas esportivas possuam certificado internacional que ateste que suas obras foram realizadas em alinhamento com os princípios da construção sustentável. A certificação ainda deverá ser emitida por um dos três principais selos verdes do ramo: o Green Star, o Green Globes ou o Leed , que no Brasil é concedido pela GBC.

Paralelo a isso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou outra novidade que promete incentivar ainda mais o setor da construção sustentável: a instituição acaba de criar duas linhas de crédito – uma para arenas esportivas e outra para hotéis – que oferece vantagens de financiamento para as obras comprometidas com os princípios da construção responsável.

As novidades parecem ter despertado o interesse do setor esportivo pelas obras sustentáveis: cinco dos doze estádios brasileiros que foram escolhidos para sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014 já entraram com pedido para certificação Leed.

Na opinião dos profissionais da GBC-Brasil, as novidades não só ajudarão a termos uma Copa do Mundo mais verde em 2014, no Brasil, como também trarão benefícios para o país após o evento esportivo.  Para o gerente operacional da ONG, Felipe Faria, ao vivenciar os benefícios das construções sustentáveis, os brasileiros passarão a levar mais em conta os critérios socioambientais na hora de comprar um imóvel.

Fonte: Planeta Sustentável

Empresa de andaimes lança máquina e processo para fazer tijolos de entulho

fevereiro 21st, 2011

A aposta na redução do impacto ambiental da construção civil foi o que levou a empresa gaúcha de fornecimento de andaimes e equipamentos para o setor, a Baram, a desenvolver uma máquina e um processo para fazer tijolos de entulho na canteiro da obra, explicou o principal executivo da empresa Josely Rosa. “A empresa que não tem um projeto de sustentabilidade vai ser banida do mercado em quatro ou cinco anos” explicou.

O grupo Baram deve lançar o novo produto na Feira Internacional da Indústria da Construção que ocorrerá em São Paulo, em março. Este é o primeiro produto que visa redução do impacto ambiental na construção, mas logo deverão ser lançados mais três, revelou o empresário.

Na verdade, a Verbam vende uma máquina de triagem e processamento do entulho, mas para atender à demanda das construtoras a empresa desenvolveu também o processo e treina os funcionários na elaboração do tijolo. “Primeiro desenvolvemos a máquina, mas sem o produto final, que é o tijolo, houve aceitação baixa,” lembrou. “Voltamos a estudar o produto e percebemos que as construtoras precisam ver uma vantagem final”.

Pelo processo desenvolvido, é possível construir uma casa de 60m2 com 50 toneladas de entulho. Além de reduzir o custo do tijolo e reduzir a pegada ecológica da alvenaria na obra, pois o tijolo não necessita queima, o produto permite cortar custos com contratação de caçambas. Foram investidos cerca de R$600 mil e o trabalho de sete engenheiros pesquisadores no desenvolvimento do produto que começou há cinco anos quando Rosa voltou de feiras europeias de construção.

Além da pressão do público, por meio da mídia, os próprios clientes da empresa estão exigindo melhores padrões enquanto novas leis vão começar a exigir melhores padrões, disse Rosa que vislumbra um dia as construtoras recebendo entulho de outras obras para fabricar seus próprios tijolos.

Testes mostraram que o tijolo feito pelo processo da Verbam é mais resistente que os tijolos de cerâmica ou concreto. Hoje, a empresa já desenvolve três projetos com o conceito e já pesquisa um sistema adesivo para fixar os tijolos e eliminar a necessidade de cimento, explicou Rosa sem revelar quais serão as outras inovações que empresa está pesquisando.

Fonte: Revista Sustentabilidade

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