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05 de Junho – Dia Mundial do Meio Ambiente

junho 6th, 2011

Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, faz pronunciamento pelo Dia do Meio Ambiente incentivando a Coleta Seletiva do Lixo.

Foto: Reprodução / TV Globo

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou neste domingo (5), em pronunciamento em homenagem ao Dia Mundial do Meio Ambiente, que a população precisa colaborar com a coleta seletiva de lixo. A data em homenagem ao meio ambiente é comemorada neste domingo.

Em pouco mais de dois minutos de pronunciamento, a ministra pediu que a população “pense junto” a questão do lixo, considerada pelo governo como “um dos mais graves problemas do planeta”. Segundo a ministra, cerca de 183 mil toneladas de lixo são produzidas por dia no Brasil, sendo que boa parte deste material não é reaproveitado.

“O Brasil deixa de ganhar R$ 8 bilhões por ano por não reciclar tudo que é possível”, disse Izabella.
A ministra pediu que a população separe o lixo úmido do lixo seco, o que, segundo ela, auxilia no trabalho dos catadores. Izabella ainda afirmou que o trabalho realizado pelos catadores, muitos reunidos em cooperativas, auxilia na geração de renda do país.

“A simples atitude de separar o lixo facilita o serviço dos catadores”, disse.

Fonte: Globo.com

Brasil inicia processo para instalação da logística reversa

maio 24th, 2011

A partir do segundo semestre de 2012, o Brasil vai poder experimentar uma nova forma de lidar com o descarte de cinco grupos de resíduos, a partir de regras fixas determinadas pelo Governo Federal. É o início do processo para a instalação da logística reversa, o principal instrumento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Sua implementação vai garantir o aumento do percentual de reciclagem no Brasil. A lei definiu que na logística reversa, todos os fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e o cidadãos têm responsabilidade compartilhada na correta destinação do produto adquirido.

No dia 5 de maio foram instalados cinco grupos de trabalho para implementar este tipo de logística. As cadeias que farão parte deste primeiro grupo são: eletroeletrônicos; lâmpadas de vapores mercuriais, sódio e mista; embalagens em geral; embalagens e resíduos de óleos lubrificantes; e o descarte de medicamento.

Esses grupos de trabalho vão debater e definir quais os tipos de produtos de cada cadeia e os tipos de resíduos que serão submetidos à logística reversa. Estão convidados a participar destes grupos todos os envolvidos dentro da cadeia de responsabilidade compartilhada, como importadores, fabricantes, distribuidores, comerciantes, o Movimento Nacional de Catadores de Material Reciclável, representantes dos estados e dos municípios.

Num primeiro momento, a finalidade dos grupos de trabalho será a de definir essa modelagem, determinando, por exemplo, como será custeado todo o processo e quem vai arcar com ele. A segunda etapa será a elaboração de um estudo de viabilidade técnica-econômica para as cadeias e depois a definição de subsídios para elaboração de um edital onde o Governo Federal convoca um acordo setorial para cada uma das cadeias.

O processo começa com lançamento do edital e depois com realização dos acordos setoriais. Em seguida, o Governo Federal coloca as propostas definidas em consulta pública, quando e onde o cidadão terá oportunidade de opinar, de argumentar e dizer se concorda com os termos. O Governo então analisa a proposta e, estando de acordo com o edital, convoca as partes para ratificarem um acordo setorial. Um contrato é assinado, publicado e passa a valer para o País todo.

Em seu artigo 33, a lei que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, diz que são obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de agrotóxicos, seus resíduos e embalagens; pilhas e baterias; pneus; óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; e produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

Dos que são obrigatórios pela PNRS a fazer logística reversa, quatro já o fazem. São eles: agrotóxicos; pilhas e baterias; pneus e óleos lubrificantes.

O Instituto IDEIAS, em parceria com o IEMA e o Sebrae irá realizar o VII Seminário Nacional e VI Workshop Estadual de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos com o objetivo de contribuir para a discussão da gestão adequada de resíduos sólidos

Fonte: MMA

Catadores temem fim dos lixões

março 21st, 2011

A lei aprovada em 2010 para o fim dos lixões até 2015 preocupa os brasileiros que vivem da coleta de materiais recicláveis nesses locais. Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), mais de 60% das cidades não tratam o lixo adequadamente, somando cerca de 1 milhão de catadores.

A vida desses brasileiros tem sensibilizado artistas, escritores e cineastas, foram lançados livros e filmes sobre a vida desses trabalhadores.

Para o coordenador do aterro de Gramacho, Lucio Viana, as cooperativas de catadores devem substituir o atual sistema: “As cooperativas precisam se legalizar, ter a posse dos documentos exigidos, constituindo um fundo de apoio e capacitação aos catadores”

Ronei Alves de Lima, integrante do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), garante que o trabalho organizado pelas cooperativas pode render mais para os cooperados: “No lixão, recolhe mais, só que mais contaminado e com menos valor”.

Na Serra, no Espirito Santo, a presidente da Recuperlixo, Maria do Carmo Cantilio, explica que  após 12 anos de cooperativa o contraste com o trabalho que antes era realizado a céu aberto, nos lixões, é grande: “Ali trabalha no meio de urubus, muda muito”. Atualmente, o grupo composto por 30 pessoas recicla até 20 toneladas por mês. “É muito pouco ainda. Se tivesse coletiva, conseguiria 50 toneladas”, diz Maria.

Desafio para o Governo Federal

A coordenadora da secretaria executiva do Comitê Interministerial de Inclusão Social dos Catadores (CIISC) do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Jaira Maria Alba Puppin, diz que a Lei de Resíduos Sólidos é o marco nas políticas voltadas para esses trabalhadores, mas admite que os que vivem na informalidade temem os efeitos das mudanças.

Segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Brasil deixa de economizar R$ 8 bilhões com material que é depositado em lixões e aterros. O diretor de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Sérgio Gonçalves, reconhece que os catadores estão temerosos, mas aponta que a Política Nacional de Resíduos Sólidos potencializa e coloca o catador como protagonista.

Fonte: Ambiente Brasil

A vida dos catadores narrada em imagens

fevereiro 25th, 2011

Será lançado hoje à noite, em Jardim da Penha, Vitória – ES, o livro “Catadores: Sustentabilidade e Renda”, do jornalista Otávio Castro. O autor acompanhou a rotina desses trabalhadores e reuniu em sua obra 72 fotografias selecionadas entre as 2 mil feitas durante dois meses.

A obra foi um trabalho de conclusão de curso de comunicação, a fim de conscientizar as pessoas quanto à coleta seletiva. Segundo Otávio, quando ele começou a acompanhar a rotina dos catadores decidiu que deveria mostrar a história da vida deles: ”As pessoas vêem os catadores como mendigos, olham com preconceito, mas suas casas são limpas, arrumadas. Alguns têm casa própria e cartão de crédito”, conta ele, que se surpreendeu com a experiência de vida de cada um. “Eles andam muito pelas ruas e sabem o que é cidadania. Em suas próprias casas, fazem a coleta seletiva.”

Lançamento:

Hoje, 19h, na Livraria Logos do Shopping Jardins. Rua Carlos Eduardo Monteiro de Lemos, 262, Jardim da Penha, Vitória – ES

Quanto:
R$ 20

Fonte: A Gazeta

“Lixo Extraordinário”.Documentário sobre catadores de lixo no Brasil é cotado para o Oscar

fevereiro 3rd, 2011

O filme que pode dar ao Brasil o Oscar de Melhor Documentário foi rodado entre montanhas de lixo na periferia do Rio, Nova York, onde fica o estúdio do artista plástico Vik Muniz, e Londres, onde aconteceu um leilão que confirmou a mudança de vida de catadores, como Tião dos Santos, presidente da Associação de Catadores de Gramacho, que trabalha no lixão carioca desde os 11 anos.

Vinte e oito mil libras, na época quase R$ 100 mil: foi o preço alcançado pela obra de arte feita de detritos recolhidos pelos homens e mulheres humildes que são as estrelas do filme Lixo Extraordinário”.

Não há estatísticas oficiais, mas estima-se que cerca de cinco mil catadores trabalhem no Lixão de Gramacho e que 15 mil pessoas sobrevivam de atividades relacionadas a ele.

O documentário foi gravado ao longo de dois anos em um dos maiores aterros sanitários do mundo. O filme teve três diretores que se alternaram. Todos se sentiram profundamente transformados pelo que viram e testemunharam em Jardim Gramacho.

“Eles trabalham em um lugar absolutamente desumano e hostil. E eles têm uma força para superar aqui todos os dias. Isso é surpreendente. Para mim, foi muito gratificante”, conta a co-diretora do documentário, Karen Harley. O filme conta a trajetória do lixo no aterro, até se tornar arte pelas mãos de Vik Muniz. “Lixo Extraordinário” já ganhou 18 prêmios internacionais, inclusive nos Estados Unidos; e três nacionais.

Fonte: Globo.com

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