Posts Tagged ‘biocombustível’

Guarani e Petrobras estudam produzir etanol em Moçambique

fevereiro 9th, 2012

Rio de Janeiro – A Guarani, subsidiária da Tereos, fechou acordo com a Petrobras para analisar a viabilidade para produção e comercialização de etanol em Moçambique.

A Tereos, por meio da subsidiária, é sócia da Petrobras Biocombustível em uma usina de produção de açúcar em Moçambique, a Companhia de Sena, com capacidade de moagem de 1,2 milhão de toneladas de cana-de-açúcar.para produção também de etanol com base no melaço atualmente produzido nesta unidade.

“A expectativa é atender a um novo mercado que deverá se abrir no país africano com a mistura obrigatória de 10 por cento de etanol na gasolina”, explicou a Tereos.

O protocolo se alinha aos planos do governo de Moçambique para implementação de sua política de biocombustíveis e da Petróleos de Moçambique (Petromoc) para o desenvolvimento de um programa de mistura de etanol à gasolina, atuando na produção, comercialização e distribuição de etanol, concluiu o comunicado.

Fonte: Exame.com

United Airlines faz voo comercial movido a biocombustível

janeiro 11th, 2012

A United Airlines anunciou que colocou em operação no início da semana o primeiro voo comercial dos Estados Unidos movido a biocombustível avançado. O voo 1403, um Boeing 737-800, partiu na segunda-feira do Aeroporto Intercontinental George Bush, em Houston, às 10h30 em direção ao Aeroporto Internacional O’Hare, em Chicago, tornando a United a primeira companhia aérea a transportar passageiros utilizando uma mistura de biocombustíveis sustentáveis e avançados, com combustível tradicional derivado do petróleo. “A United deu um passo significativo no sentido de promover a utilização de combustíveis alternativos, ambientalmente responsáveis e econômicos,” disse Pete McDonald, vice-presidente executivo e diretor de operações da United. “Biocombustíveis sustentáveis, produzidos em larga escala a preços que são economicamente viáveis, podem um dia desempenhar um papel importante na realização de todos os voos de uma companhia aérea”.

O uso de combustíveis ecologicamente corretos fortalece a segurança energética, promove a disponibilidade de uma ampla variedade de combustíveis e reduz as emissões de gases de efeito estufa produzidas ao longo do ciclo de vida dos combustíveis (quando comparados aos combustíveis fósseis tradicionais).

“Hoje, quase quatro meses após o combustível hidro-processado renovável ter sido aprovado para uso na aviação comercial, estamos muito empolgados com a utilização destes combustíveis nos voos domésticos nos E.U.A.”, disse John Heimlich, vice-presidente e economista-chefe da Air Transport Association of América  (ATA).

Aeronave movida pelo primeiro combustível derivado 100% de algas do mundo

A empresa Solazyme, através da tecnologia de processamento UOP da Honeywell, desenvolveu o óleo de algas que depois foi refinado para se tornar o combustível de jato que abasteceu o voo comercial. A Solazyme produziu o primeiro combustível de jato derivado 100% de algas no mundo para aplicações comerciais e militares.

A United também anunciou que assinou uma carta de intenções com a Solazyme para negociar a compra de 20 milhões de galões de combustível de jato por ano, derivados exclusivamente do óleo de algas, com recebimento previsto para 2014. A Solazyme, empresa com sede em São Francisco nos E.U.A., produziu o óleo de algas utilizado no voo através de um processo de fermentação próprio. O produto final foi refinado próximo a Houston através da tecnologia de processamento de combustíveis renováveis UOP, da Honeywell.

Para garantir a segurança aérea, o biocombustível utilizado no voo da segunda-feira atende às especificações da ASTM International, aprovada em julho de 2011, relacionadas aos componentes bioderivados. O biocombustível é conhecido como HEFA (Ésteres e Ácidos Graxos e Hidroprocessados). Os combustíveis HEFA passaram por testes rigorosos e foram analisados por fabricantes de motores e fuselagem, as Forças Armadas dos EUA, FAA e companhias aéreas. O Solajet™, que abasteceu o voo da United, cumpriu as exigências de certificação estabelecidas pela ASTM e aprovadas pela FAA. O biocombustível oferece segurança e características operacionais idênticas ao combustível de jato convencional, mas é mais limpo. Esses biocombustíveis avançados substituem os combustíveis à base de petróleo e não exigem nenhuma modificação nos motores ou aeronaves, que podem reter os padrões originais de fábrica. Os pilotos operam a aeronave da mesma forma como operam qualquer outra aeronave abastecida com combustível de jato tradicional. Os passageiros não irão sentir, ver ou perceber qualquer diferença na aeronave.

Para produzir o biocombustível são utilizadas algas microbianas, que crescem em fermentadores alimentando-se do açúcar de plantas que utilizam a energia solar. A tecnologia é flexível em relação a qual biomassa será utilizada como matéria-prima e ela pode ser adaptada para atender às necessidades de qualquer cliente em qualquer lugar do mundo, permitindo-lhes alcançar paridade de custo, escala comercial e redução do impacto ambiental ao longo do ciclo de vida do combustível.

Fonte: Olhar Digital

Cientistas americanos transformam jornal em combustível para automóveis

janeiro 9th, 2012
Quando em contato com materiais derivados da celulose, substância produz Butanol, um substituto para a gasolina

Uma equipe de cientistas do departamento de células e biologia molecular da Universidade de Tulane, em New Orleans, nos Estados Unidos, descobriu uma bactéria que transforma jornais velhos em outras substâncias, dentre elas um combustível para carros.

Segundo informações do site Geeky Gadgets, quando o TU-103 entra em contato com materiais derivados da celulose produz-se Butanol. Esta substância pode ser uma substituta instantânea para a gasolina e não traria complicações na adaptação dos veículos, pois não seria necessário nenhuma mudança na engenharia do automóvel.

Ainda de acordo com o site, a alternativa poderia ser bastante útil para carros que percorrem curtas distâncias dentro das cidades, por exemplo. Apesar de a descoberta ser bastante relevante para o mundo, os cientistas David Mullin, Harshad Velankar e Hailee Rask ainda não sabem como a novidade poderia impactar na indústria automotiva.

Fonte: Olhar Digital

Fontes inusitadas de biocombustível

dezembro 23rd, 2011

Penas de frango

Em 2009, pesquisadores do Departamento de Engenharia da Universidade de Nevada, em Reno, nos EUA, mostraram ao mundo que é possível produzir um combustível biodiesel a partir de penas de galinha. O trabalho científico, publicado no The Journal of Agricultural and Food Chemistry (JAFC), mostra que é possível obter entre 7% e 11% de biodiesel da gordura das penas através de fervuras e processos químicos específicos.

Atualmente, devido ao seu alto teor proteico, as penas de frango são transformadas em farinha para ração animal, ou em fertilizante, em função da concentração de hidrogênio. Segundo o estudo, a quantidade de farinha gerada pela indústria avícola anualmente seria suficiente para a produção de 580 milhões de litros de biodiesel nos EUA e 2,2 bilhões litros no mundo. Coisa do futuro? Que nada, o biocombustível já estásendo usado experimentalmente pela agência espacial americana, Nasa.

Borra de café

Depois de ler isto aqui, você nunca mais vai olhar para o café que prepara em casa do mesmo jeito, já que um dia ele poderá servir de combustível para o seu carro. Pesquisadores da Universidade de Nevada – os mesmos que descobriram o potencial energético das penas de frango – também estudam a extração de biodiesel a partir do café. Aproximadamente 15% da borra seca é óleo e, assim como o óleo de soja, mamona e dendê, pode ser convertido em biocombustível. A prova prática foi feita com grãos e borra doados pela rede de cafeterias Starbucks.

Aqui no Brasil, cientistas da USP também estão demonstrando que é possível usar a borra para gerar combustível. De acordo com a professora de química Denise Moreira dos Santos, que lidera a pesquisa, o biodiesel de café poderia ser usado por pequenas comunidades agrícolas em tratores e máquinas.

Gordura de jacaré

Assim como as penas de galinha, a gordura de jacaré é um subproduto do processamento da carne deste animal para a indústria alimentícia e de couro. Mas diferentemente do primeiro caso, ela comumente vai parar no lixo. No entanto, pesquisadores da Universidade de Luisiana, nos EUA, querem dar uma nova destinação para cerca de 15 mil toneladas de gordura jogadas fora todos os anos pelas fazendas do estado, que criam os animais em cativeiro.

Os cientistas acreditam que este subproduto pode ser um excelente candidato para produção de biodiesel. Para testar essa hipótese, eles obtiveram algumas amostras de gordura de jacaré congelada de produtores locais. Resultado: depois de aquecer o produto no microondas e usar solventes químicos, eles chegaram a um óleo de ácido graxo que preenche todos os requisitos de alta qualidade do biodiesel

Fonte: Exame



Melancia: uma solução energética

dezembro 22nd, 2011

Só nos EUA, mais de 300 mil toneladas de melancia são descartadas anualmente por varejistas e supermercados por apresentar alguma imperfeição. Mas um estudo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos mostra que é possível gerar biocombustível a partir do açúcar dessa fruta. Segundo cálculos, seria possível obter quase nove bilhões de biocombustível por ano da parcela rejeitada de melancias. A solução “energética” também seria uma forma de agregar valor à colheita nas fazendas e evitar desperdícios.

Fonte: Exame


 

Pinhão manso: aposta para combustível de aviação

novembro 17th, 2011

Uma parceria entre empresas dos setores de biocombustível e aviação impulsionará o cultivo de pinhão manso para que seu óleo seja usado, em substituição a fontes fósseis, na produção de bioquerosene para a indústria aérea brasileira

A indústria de transporte aéreo, aos poucos, avança no desenvolvimento de combustíveis que emitem uma quantidade menor de gases do efeito estufa, com o objetivo de diminuir sua influência no aquecimento do clima da Terra. Exemplo disso é uma nova parceria entre empresas dos setores de biocombustível e aviação, que deverá acelerar a produção de óleo de pinhão manso como fonte de energia para mover aeronaves brasileiras.

O pinhão manso é uma oleaginosa, cujo óleo pode substituir fontes não renováveis para combustíveis. Além de sustentável, trata-se de uma matéria-prima de baixo custo que gera impacto positivo em comunidades locais. O desafio é atingir uma produção em larga escala que atenda às demandas da aviação.

A parceria foi firmada entre a SGB – SG Biofuels, empresa de culturas de bioenergia, e a JETBIO, líder de uma iniciativa que inclui Airbus, BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento, Bioventures Brasil, Rio Pardo Bioenergia, Air BP e TAM Linhas Aéreas. O investimento prevê a implantação de mais de 30 mil hectares de plantações consorciadas de pinhão-manso no Centro-Oeste.

Na primeira fase do programa, que inclui financiamento da Airbus e do BID, a SGB desenvolverá variedades híbridas – ou melhoradas – que serão adaptadas à região centro-oeste, escolhida pela grande disponibilidade de pastagens subutilizadas, segundo as empresas da parceria. Os híbridos que tiverem bom rendimento para o projeto comercial serão selecionados e testados em parceria com a Bioventures Brasil e Rio Pardo Bioenergia.

O uso do óleo de pinhão manso para a produção de bioquerosone para as empresas aéreas ainda ajudará a alcançar metas do setor mundial, que objetivam a redução drástica das emissões até 2020. De acordo com um estudo feito pela Universidade Tecnológica de Michigan com a empresa UOP Honeywell, os biocombustíveis de aviação produzidos a partir do pinhão manso reduzem entre 65% e 80% das emissões de gases do efeito estufa comparados com o querosene de aviação derivado do petróleo.

Companhias como Lufthansa, Interjet e Aeromexico já usam combustível de pinhão manso em voos comerciais. No Brasil, por enquanto, foi realizado em voo de teste com uma mistura com base na matéria-prima em uma aeronave comercial Airbus da TAM.

Por Marina franco

Fonte: Planeta Sustentável

Gaseificação transforma lixo em energia

junho 16th, 2011

Para suprir o problema da destinação dos resíduos sólidos urbanos, que, além de ser um forte poluente da natureza, se tornou um dos obstáculos ao crescimento das grandes indústrias e empresas, uma nova tecnologia de gaseificação transforma esses rejeitos em uma mistura de gases combustíveis, ou seja, energia na forma de gás síntese.

A tecnologia de gaseificação é conhecida desde 1839, quando o químico alemão Karl Gustav Bischof construiu o primeiro gaseificador. Porém, a principal dificuldade sempre foi em produzir um gás de alto poder calórico e de composição química  constante independente do material de entrada, que aceitasse variação de umidade na composição do material de entrada, baixa emissão de poluentes atmosféricos e que ainda fosse capaz de eliminar o alcatrão (óleos de composição complexa) no seu gás resultante.

Entretanto, atualmente já existe  tecnologia suficiente para solucionar esses problemas e produzir, literalmente, energia a partir de lixo.

Entre as vantagens da gaseificação estão o baixo custo do serviço e diminuição nas despesas da empresa, capacidade de processamento do lixo urbano, economia de combustível fóssil aplicado à geração de eletricidade, geração de energia alternativa e redução de poluentes e doenças.

Fonte: CIMM, com informações de EdRB

Casca de banana pode ser solução de resíduos tóxicos

junho 10th, 2011

Formandos do curso de engenharia química do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana) desenvolveram um sistema de pós-tratamento para efluentes de processos industriais utilizando a farinha da casca de banana para reter metais pesados.

O processo de pós-tratamento envolve a secagem da casca de banana em um forno, que depois é triturada e pronta para ser aplicada, em forma de farinha, em efluentes na retenção de metais pesados.

No projeto, os estudantes sugerem, como destino, a queima da farinha em caldeira para o aproveitamento da energia ou o despejo em aterro para incineração.

Outro projeto envolve a purificação da glicerina obtida a partir da reação de transesterificação de óleos do processo de produção de biodiesel. Como a demanda e a produção de biodiesel cresceram muito nos últimos anos, muita glicerina também foi obtida como subproduto. No processo, foi estudado a purificação da glicerina para chegar às especificações que melhor atendem às indústrias de cimento e produtos químicos.

Fonte: Tn Petroleo

Biocombustível é feito de subprodutos do uísque

junho 3rd, 2011

Cientistas escoceses estão desenvolvendo um novo tipo de biocombustível feito com subprodutos da fabricação do uísque. Segundo a equipe da Universidade Edimburgo Napier, o álcool butanol proveniente do novo processo seria 30% mais eficiente do que outros biocombustíveis, como o etanol, e poderia ser usado em automóveis. A universidade está tentando patentear a nova invenção.

Os pesquisadores basearam seus experimentos nos dois principais subprodutos gerados durante a fabricação do uísque: o pot ale, líquido remanescente nos alambiques de cobre após a destilação, e os restos dos grãos utilizados como a cevada.

Segundo a equipe, a indústria do uísque maltado produz anualmente 1,6 milhões de litros de pot ale e 187 mil toneladas de restos de cevada. Todo esse material poderia ser transformado em combustível que seria usado puro ou em combinação com petróleo ou diesel, dizem os cientistas.

Tangney acredita que essa seja uma opção mais sustentável, além de oferecer uma nova fonte de renda associada a uma das maiores indústrias da Escócia, a indústria do uísque. A equipe está criando uma companhia para tentar levar o novo combustível para o mercado.

A tecnologia usada no desenvolvimento de biocombustível a partir do uísque foi inspirada em um processo centenário, criado pelo químico Chaim Weizmann, um refugiado judeu que viveu em Manchester, na Inglaterra, estudou a fermentação do butanol como parte de uma pesquisa para produzir borracha sinteticamente.

Fonte: Inovação Tecnológica

Geradoras de energia e de limpeza

junho 2nd, 2011

Elas têm estruturas mais simples e se reproduzem em velocidades muito maiores do que as dos outros vegetais. Essas características colocam as microalgas e as pequenas plantas aquáticas da família das Lemnaceaes na fronteira das pesquisas sobre novas fontes de biocombustíveis.

Especialistas nessas duas matérias-primas apresentaram resultados de seus estudos no 2º Congresso Pan-Americano sobre Plantas e Bioenergia.

O caráter sustentável da produção de algas, que têm grande capacidade de absorver dióxido de carbono (CO2), foi ressaltado por Richard Sayre, diretor do Instituto Erac para Combustíveis Renováveis, em Saint Louis, Estados Unidos.

Sayre apontou a importância de se investir em fontes renováveis de energia que forneçam combustível em forma de óleo, como é o caso das algas. “A gasolina pode ser substituída por etanol, porém outros combustíveis e produtos derivados de petróleo dependem de matérias-primas baseadas em óleo”, afirmou.

Além disso, o óleo contém o dobro da densidade energética do etanol. Ao se comparar fontes de biodiesel, as algas também apresentam uma produtividade muito superior às das demais matérias-primas.

O especialista norte-americano propõe também que as algas sejam aplicadas na solução de outro problema das grandes cidades: o tratamento de esgoto. Algas capazes de decompor matéria orgânica poderiam ser cultivadas em estações de tratamento. Além da limpeza da água, o cultivo produziria biodiesel e absorveria uma boa parte do CO2 da atmosfera.

A viabilidade econômica da produção de biodiesel de algas foi conquistada ao longo dos anos graças aos avanços obtidos em pesquisa.

Fonte: Agência Fapesp

Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes