Emirados Árabes terão resort mais verde do mundo em deserto

Os Emirados Árabes vão construir o resort mais verde do mundo em pleno deserto, ao sul de Abu Dhabi. As obras começam em 2018 e devem durar dois anos.

Projetado pelo escritório de arquitetura londrino Baharash Architecture, a construção associará tecnologias limpas e design ecológico para criar uma experiência “futurista” das Mil e Uma Noites.

A estrutura em forma de estrela terá em seu centro uma fonte de água, que servirá para fins de lazer, piscicultura e irrigação da plantação de alimentos orgânicos que abastecerão a cozinha.

A fonte de água é carregada de simbolismo, remetendo aos exóticos oásis, espécies de “ilhas em terra”, que são de grande importância para a sobrevivência dos beduínos, os povos que habitam os desertos.

Todas as acomodações e áreas funcionais do resort serão distribuídas em torno da fonte, que será o coração do resort, repleta de palmeiras. As 84 suítes, as salas e reuniões e até mesmo o centro de fitness oferecerão vistas deslumbrantes para o exterior, assim como o salão de jantar e o spa.

Os espaços serão equipados com janelas de vidro inteligentes, que oferecem privacidade instantânea em um apertar de botão.Projetado para ser ecoeficiente, o resort será 100% abastecido por energia solar. Os painéis ocuparão toda superfície do telhado em forma de estrela, uma área de 145 mil metros quadrados.

Outros benefícios ambientais incluem a reciclagem de água para irrigação e de resíduos no local. O resort também irá empregar biólogos e funcionários de conservação.Segundo o site do projeto, além dos benefícios ambientais, o resort oferecerá ganhos econômicos e socioculturais, criando oportunidades de emprego para os habitantes locais e uma economia mais diversificada.

Fonte: Exame

 


 

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América Latina e Caribe precisam melhorar sistemas de monitoramento da segurança alimentar

Para erradicar a fome e a má nutrição na América Latina e no Caribe e avançar rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), é necessário melhorar os sistemas de monitoramento e avaliação da segurança alimentar e nutricional, disse, no dia 10 de maio, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Tais sistemas reúnem informações e dados que servem de base para que os países construam ou melhorem suas estratégias e planos de segurança alimentar e nutricional.

Nos últimos dez anos, países como Brasil, Colômbia, El Salvador e Uruguai criaram sistemas que organizam e processam informação de setores agroprodutivos, saúde e segurança alimentar para convertê-las em dados para a tomada de decisões de políticas públicas. Um novo estudo da FAO analisou os sistemas de monitoramento e concluiu que seus vínculos com as políticas nacionais em geral são frágeis.

“Existe uma grande fragilidade na articulação entre as instituições que implementam as políticas de luta contra a fome e os sistemas criados para seu acompanhamento”, explicou Emma Siliprandi, coordenadora do estudo.

De acordo com a FAO, monitorar e avaliar as ações dos governos e contar com dados mais atuais sobre segurança alimentar são aspectos essenciais para erradicar a fome. “Isto requer poderosos sistemas de informação e com uma forte conexão com as políticas públicas, especialmente tendo em vista os novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que representam um grande desafio em termos estatísticos”, disse Siliprandi.

Recomendações do estudo

Na maioria dos países analisados pelo estudo é necessário um maior compromisso no âmbito nacional para que a informação gerada pelos sistemas de monitoramento seja utilizada pelos setores envolvidos na luta contra a fome.

A primeira recomendação da FAO é que os sistemas de monitoramento tenham um claro marco conceitual, para evitar problemas como o uso excessivo de indicadores ou que seja medido um mesmo aspecto da segurança alimentar de formas diferentes.

Um segundo aspecto fundamental é a necessidade de garantir recursos e pessoal adequados, uma vez que o estudo identificou uma carência de pessoal qualificado para gerenciar os sistemas analisados.

Divulgar os métodos e a periodicidade da coleta de dados é outro aspecto vital, já que muitos sistemas trabalham com dados desatualizados, de fontes secundárias ou de baixa qualidade e com pouca desagregação geográfica, por gênero, idade ou etnia.

O estudo, produzido pela Cooperação Brasil-FAO, diz que a participação da sociedade civil nos sistemas oficiais de monitoramento da segurança alimentar é ainda incipiente e, por isso, deve ser aperfeiçoada. Para isso, é necessário melhorar as relações entre as diversas instituições e setores envolvidos, fomentando a participação dos atores-chave do governo e da sociedade civil.

Experiências na região

Entre os países da América Latina, o Brasil é o que mais desenvolveu seu sistema de monitoramento de segurança alimentar, estruturado por órgãos oficiais e com instâncias de controle social.

Equador, El Salvador, Colômbia e Guatemala apresentam sistemas de fácil acesso e com informação para o planejamento de ações na luta contra a fome e a má nutrição. Já o México possui um sistema avançado, enquanto países como Costa Rica e Uruguai estão desenvolvendo seus próprios mecanismos de monitoramento e avaliação.

A FAO tem apoiado a criação de Observatórios de Segurança Alimentar e Nutricional de caráter governamental na Colômbia e no Uruguai, e outros que reúnem o universo acadêmico de vários países.

Para poder cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) — o segundo dos quais busca a total erradicação da fome para 2030 — é necessário conhecer de forma real o estado de diversos indicadores relativos à nutrição, segurança alimentar e à produção de alimentos, entre outros. “A única forma de avançar para a erradicação da fome, a plena sustentabilidade da agricultura e o cuidado dos recursos naturais é com informação clara e o monitoramento e avaliação constante das políticas dos governos”, disse Siliprandi.

Fonte: ONUBr Ecycle


 

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Países devem fazer mais em favor do clima, reafirma documento da ONU

O alto secretariado das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas divulgou nesta segunda-feira uma atualização para o seu relatório de síntese sobre o impacto global das Contribuições Nacionalmente Determinadas Pretendidas (iNDCs, na sigla em inglês) para as mudanças climáticas apresentadas pelos governos no âmbito do Acordo de Paris. Os dados confirmaram o que os especialistas já anunciavam: se quisermos manter o aumento da temperatura global a no máximo 2º C acima dos níveis pré-industriais, o mundo precisa fazer muito mais.

Desde o documento publicado em outubro passado, antes da Conferência sobre Mudança Climática de Paris, 42 novos países apresentaram suas iNDCs. Com as inclusões, o relatório agora reúne o impacto global de 161 compromissos climáticos nacionais abrangendo 189 países e cobrindo 95,7% do total das emissões globais (a União Europeia e os seus 28 Estados-Membros enviaram uma INDC conjunta).

“Com os compromissos comunicados até agora, o mundo deve emitir cerca de 55,0 Gt equivalentes de CO2 em 2025 e 56,2 Gt equivalentes de CO2 em 2030. Isso significa emissões em média 19% superiores em 2025 e 36% em 3030 em relação ao que deveríamos para se manter um aumento máximo de 2º C na temperatura”, comentou o coordenador do Programa de Mudanças Climáticas do WWF-Brasil, André Nahur.

Entre as ações das INDCs, a área de destaque é a energia, principal vetor de emissões no mundo; quase todos os dos países (99%) incluíram ações relacionadas ao tema. Em seguida, vêm as áreas de resíduos (75% dos países) e agricultura (74%). O relatório ainda ressalta que, apesar do grande número de países submetendo suas iNDCs e com esforços mais ambiciosos dos que as metas para até 2020, os compromissos anunciados têm problemas relacionados às lacunas de emissões e à qualidade de informação submetida.

Adaptação

Outro ponto importante citado no relatório é a adaptação às mudanças climáticas. Das 161 iNDCs, 137 (85%) incluem este componente em seus compromissos, refletindo uma determinação comum de governos para fortalecer os esforços nacionais para combater os efeitos já em andamento das alterações do clima.
Custos e perdas relacionados com impactos passados ou previstos pelas mudanças climáticas foram reportados por vários países, alguns com projeções como perdas anuais de PIB e porcentagem de terra ou perda agrícola perdida como resultado de algum ano ou problema específico, como aumento do nível do mar.
Nahur relembra que os esforços de adaptação são necessários para resolver os desafios que já fazem parte do dia a dia, como eventos extremos e problemas relacionados, dos quais os países mais pobres são as principais vítimas.

O relatório ressalta ainda que os 95% de emissões a que correspondem as iNDCs representam 99% das emissões dos países. A grande porcentagem do que ficou de fora tem como origem emissões de transporte internacional, como marítimo e aviação, que carecem de regras para a contabilização e têm sido tema de reuniões internacionais recentes.

Fonte: WWF Brasil

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Japão já tem mais postos de recarga para carros elétricos do que bombas de gasolina

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Estação de recarga para carros elétricos no Japão: cena cada vez mais comum
Foto: KYODO

No Japão há mais postos de recarga para carros elétricos ou bombas de gasolina? Acertou quem escolheu a primeira opção. De acordo com dados da montadora Nissan, o país asiático já conta com mais de 40 mil estruturas de recarregamento, enquanto os alimentadores de combustível estão estagnados a cerca de 34 mil unidades. Para efeito de comparação, os Estados Unidos têm 114.500 bombas de gasolina e 9 mil pontos de recarga para elétricos.

Estes números do Japão não contabilizam os pontos disponíveis em casas particulares, mas com o crescimento da economia compartilhada e a ascensão de sites como o PlugShare.com, os proprietários de estruturas privadas de carregamento poderão torná-los disponíveis a milhares de usuários.

À medida que o mercado de carros elétricos cresce, a infraestrutura relacionada a esses veículos tem que aumentar também. ”Um elemento importante do crescimento desse mercado é o desenvolvimento da infraestrutura de carregamento”, destacou Joseph G. Peter, CFO da Nissan, durante uma uma teleconferência a analistas.

Com a expansão das redes, os carros elétricos estão prestes a se tornar uma opção mais viável para os motoristas em todo o mundo. Mary Barra, CEO da General Motors, vê os carros elétricos como um dos muitos avanços tecnológicos definidos para mudar a indústria automobilística. Ela acredita que essa mudança vai acontecer em um ritmo sem precedentes.

A indústria também está reagindo a essas necessidades de infraestrutura. A Tesla, por exemplo, tem a sua própria rede de pontos de carregamento. A Volkswagen e a BMW se uniram para construir uma rede de estações de carregamento nos Estados Unidos.

A notícia do Japão representa um marco significativo. Com generosos subsídios em alguns países, tecnologias novas, melhorias de bateria e pontos de carregamento se desenvolvendo o tempo todo, pode não levar muito tempo para que os carros elétricos se tornem comuns.

Fonte: EcoD

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