Donos de imóveis podem instalar paraciclos em calçadas de SP

Qualquer proprietário de um imóvel paulistano pode instalar paraciclos (estacionamentos para bicicletas) em suas calçadas sem depender das autoridades. A decisão foi publicada pela Prefeitura de São Paulo na quarta-feira, 3 de junho, por meio do Diário Oficial.

Segundo a portaria, quem instalar o paraciclo deverá tratar o bem como um equipamento público. Significa, por exemplo que um comerciante que montar uma dessas peças não poderá permitir que apenas seus clientes os usem. A utilização terá que ser autorizada para qualquer um que decida prender a bicicleta ali. Mas essa regra só vale se o paraciclo não for instalado em área pública. Em uma área particular, como o recuo de um prédio, vão valer as regras do proprietário.

A instalação, entretanto, deve obedecer um manual específico, que foi publicado com a portaria e será disponibilizado no site da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

De acordo com o manual, a instalação deve deixar uma via livre de ao menos 1,2 metro entre a peça e a calçada, além de um arco amarelo em formato de “U” invertido preso ao chão (ao redor do paraciclo). A peça precisa ter 80 centímetros de largura e a mesma metragem de altura. Já os paraciclos verticais, nos quais as bicicletas ficam penduradas, possuem outras regras.

Além dos paraciclos que a população já pode instalar, a prefeitura da capital paulista tem um projeto para montar até oito mil desses equipamentos até o final de 2016.

Fonte: Ecycle

 

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O Sol é para todos

 

Se toda a radiação que atinge a Terra em um único dia, vinda do Sol, virasse eletricidade, seria possível sustentar o consumo da humanidade ao longo de 27 anos. A energia solar, limpa e renovável, funcionaria como perfeito substituto do petróleo, finito e refém da gangorra dos preços. Representaria ainda o mais magnífico processo de troca de matriz energética, no avesso da poluição provocada pela queima de combustíveis fósseis, o mais rápido e danoso atalho para o aquecimento global.

E, no entanto, por que a energia solar ainda é pouco usada, quase sempre mais promessa que realidade? As placas de silício necessárias para captá-la por meio de painéis são caras, pesadas e grossas. Apesar de úteis em grandes espaços, como campos, são inúteis para substituir o petróleo na vida urbana. Nos últimos cinco anos, porém, surgiu uma nova tecnologia afeita a vencer esses desafios. Construídas com material não tóxico, as placas OPV (sigla em inglês para painéis fotovoltaicos orgânicos) têm a finura de uma cartolina e a flexibilidade do plástico. Podem ser coladas no teto de um carro, nas janelas de prédios ou mesmo em mochilas.

A inovação pode ser o empurrão que faltava para a adesão maciça à energia solar. As placas delgadas de OPV funcionam de modo ligeiramente diferente das de silício, as mais populares – no caso das OPV, o revestimento feito de tinta orgânica reage quimicamente ao contato com a radiação, liberando os elétrons que formam a corrente elétrica (veja explicação mais abaixo). Nos painéis tradicionais, o calor associado à luz ativa os circuitos de silício, em um processo mais complexo.

O Sol sempre foi, é natural, a principal fonte de energia para a Terra, e o homem se aproveita disso há muito tempo. Já na Grécia antiga, casas eram construídas voltadas para o sul para ser mais bem iluminadas e aquecidas pela luz. Mas as placas solares tais como as conhecemos só começaram a ser concebidas na segunda metade do século XIX, quando o matemático francês Augustin Mouchot notou que o ritmo de consumo de carvão após a Revolução Industrial não era sustentável a longo prazo e foi buscar alternativas. Mouchot utilizou um espelho côncavo para canalizar a luz, aquecer a água e construir o primeiro motor movido a energia solar. As pesquisas evoluíram a passos curtos até os anos 50, quando a empresa americana Western Electric começou a comercializar tecnologias fotovoltaicas de silício que impulsionaram essa indústria. Foi, porém, apenas na década de 80 que os painéis de silício ganharam o mercado e, de imediato, começaram a ser exaltados por conservacionistas como a alternativa ecologicamente adequada ao petróleo e ao carvão.

Apesar de cumprir a missão de transformar luz solar em energia, a primeira geração de painéis solares não era versátil. Além de as placas serem trambolhões, emitiam grandes quantidades de gases poluentes em sua fabricação. A segunda geração, que surgiu nos anos 1990 e é de cobre e gálio, não foi para a frente em decorrência de as substâncias químicas usadas em sua construção terem valores inviáveis. A terceira, representada pela OPV, surgiu no início dos anos 2000 com um cipoal de vantagens. O filamento tem 5% do peso do de silício; as placas dependem menos da exposição ao sol para gerar energia; em dois meses compensam os poluentes emitidos em sua produção (com as de silício, são necessários doze anos para alcançar essa contrapartida); e, por serem maleáveis, podem adotar a forma que for, aptas a instalação em qualquer lugar.

Fonte: Planeta Sustentável

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Líderes do G7 se comprometem a ‘descarbonizar’ a economia em longo prazo

Os líderes do G7 divulgaram um comunicado nesta segunda-feira, 8 de junho, no qual se comprometem em afastar suas economias dos combustíveis fósseis, que contribuem para as emissões de gases do efeito estufa, principalmente o dióxido de carbono (CO2).

Ao final da cúpula de dois dias realizada em um hotel luxuoso da Baviera, na Alemanha, eles também prometeram cumprir uma meta global para limitar o aumento das temperaturas médias globais em dois graus Celsius, em comparação com os níveis pré-industriais – limite considerado minimamente seguro por boa parte dos estudos científicos.

“Nos comprometemos a fazer nossa parte em atingir uma economia global de baixo carbono em longo prazo, incluindo o desenvolvimento e uso de tecnologias inovadoras e vamos nos empenhar em uma reestruturação do setor energético até 2050”, afirma o comunicado emitido pelos governantes.

Fonte: Portal Eco D

Tim Gore, líder da Oxfam para a política de mudança climática, observou que os líderes do G7 ainda não estão sendo definitivos sobre como manterão sua promessa de investir US$ 100 bilhões até 2020 em ajuda internacional na questão das mudanças climáticas

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, pediu expressamente aos líderes do G7 para se comprometerem com objetivos mais duros para cortar os gases causadores do efeito-estufa.

“Chanceler do clima”
Apelidada de “chanceler do clima”, Merkel tinha o objetivo de revalidar suas ‘credenciais verdes’ ao conseguir que as nações industriais do G7 aceitassem as metas de redução de emissões, antes da 21ª Conferência da ONU Sobre o Clima (COP21), que será realizada no final deste ano em Paris.

Em um impulso para a tentativa de Merkel de combater o aquecimento global, o Japão informou no domingo (7) que vai apoiar que os países do G7 apresentem suas próprias metas para a redução da emissão de dióxido de carbono.

Comprometimento ambicioso
O presidente francês, François Hollande, cujo país receberá a COP21, também buscou um comprometimento ambicioso do G7 para o fim da dependência de combustíveis fósseis.

Entre os principais pontos anunciados no comunicado, os líderes das maiores economias mundiais concordam que a economia deve ser descarbonizada ao longo do século e que, até 2050, deve-se conseguir uma redução de emissões de gases de efeito estufa de 40% a 70%. A transformação dos setores energéticos é tida por esses países como um dos principais meios para este fim.

 

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Amazônia protegida atinge 97% da meta

Comitê do Programa Arpa aprova adesão de nove novas Unidades de Conservação. Com essa ampliação, a área total protegida será alcançada ainda no primeiro semestre, objetivo que estava previsto para 2019

Por: Luciene de Assis – Editor: Sérgio Maggio

O Comitê do Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) aprovou a adesão de nove novas Unidades de Conservação, nesta terceira fase da iniciativa. São seis milhões de hectares divididos em seis unidades federais (Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo, Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, Estação Ecológica Alto Maués, Parque Nacional Mapinguari, Reserva Biológica do Abufari e Parque Nacional Amazônia) e três estaduais (Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Estação Ecológica Samuel e Parque Estadual Serra dos Reis).

A partir de agora, as nove Unidades de Conservação passam a integrar a rede de apoio do Arpa, que já soma 105 UCs. Com essa ampliação, a área total protegida pelo Programa chega a 58.296.056 de hectares. Esse dado corresponde a 97% da meta de 60 milhões de hectares protegidos na região Amazônica, número que deve ser atingido ainda no primeiro semestre de 2015, embora o objetivo fosse consolidar esta previsão apenas em 2019.

CUMPLICIDADE

A primeira Reunião Extraordinária do Comitê do Programa Arpa de 2015 foi realizada em Manaus (AM) e teve a participação de representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e da sociedade civil, como a Fundação Vitória Amazônica, Grupo de Trabalho Amazônico, Conselho Nacional dos Seringueiros e SOS Amazônia, além da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema).

Durante a reunião do Comitê do Programa Arpa, foram ainda abordados a gestão das Unidades de Conservação estaduais do Amazonas, a visão do Comitê do Fundo de Transição referente à Fase III do Programa, os protocolo de monitoramento da biodiversidade e as demandas de avanço da iniciativa.

Fonte: MMA

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