Esgoto de cidades pode ter ouro e milhões de dólares em metais

E se o lodo do esgoto pudesse ser transformado em ouro? A ideia pode parecer improvável, mas cientistas da Universidade do Estado do Arizona, nos EUA, provaram que no esgoto produzido por uma cidade com um milhão de habitantes é possível encontrar aproximadamente US$ 13 milhões em metais (o equivalente a R$ 34,5 milhões, aproximadamente), incluindo cerca de US$ 2,6 milhões (ou quase R$ 7 milhões) em ouro e prata. A pesquisa foi publicada na edição on-line desta semana da Environmental Science & Technology.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores colheram amostras de lodo de esgoto em vários lugares nos Estados Unidos e mediram o teor de metais nelas, usando um espectrômetro de massa capaz de distinguir os diferentes elementos.

Eles afirmam, no entanto, que, apesar da riqueza de metais, esse tipo de exploração do esgoto não seria viável financeiramente. O principal autor do estudo, o engenheiro ambiental Paul Westerhoff, no entanto, afirmou que a pesquisa é válida, pois prova que, mesmo pequenas cidades, podem buscar formas vantajosas de exploração do esgoto, que não precisa ser necessariamente um resíduo dispendioso.

Uma cidade no Japão teria conseguido extrair ouro de seu esgoto. Em Suwa, na província de Nagano, uma estação de tratamento perto de um grande número de fabricantes de equipamentos de precisão, supostamente teria extraído quase dois quilos de ouro em cada tonelada de cinzas resultantes da queima do lodo do esgoto.

Segundo o engenheiro da Universidade de Yale, Jordan Peccia, que não estava envolvido no trabalho, o novo estudo contribui para essa crescente preocupação de repensar o destino do esgoto e em como transformá-lo em algo valioso. Peccia afirma que 8 milhões de toneladas de biossólido – derivado do lodo seco – são geradas a cada ano nos Estados Unidos. “É preciso pensar nisso como um recurso. Qualquer coisa que encontrarmos nesse lodo é valioso, é bom”, afirma.

Fonte: Uol

 

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Blog do IDEIAS concorre ao Top Blog 2015

Pelo quarto ano consecutivo, o Blog do IDEIAS participa do Prêmio Top Blog. Já temos três títulos e precisamos da sua ajuda para conquistar mais um reconhecimento. Somos Top3 2011, Top1 2012 e Top2 2013.

Em 2015, o Top Blog retorna com repertório ampliado e nova proposta de premiação, com o objetivo de selecionar, recomendar, reconhecer e premiar as melhores iniciativas de produção de conteúdo independente no Brasil em ambiente digital.

Com as alterações desta edição, estamos este ano na categoria Comportamento e Cotidiano, já que nosso objetivo é informar sobre assuntos de meio ambiente sustentabilidade.

Os votos só podem ser realizados uma vez ao dia.

 

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As hélices do Google

Se houvesse uma única explicação para o sucesso do Google, a ferramenta de buscas que em dez anos se transformou num império da internet, essa seria a perspicácia com que a empresa identifica uma nova demanda e a rapidez com que trata de supri-la. Desde o seu lançamento, em 1998, o Google está alguns passos à frente dos acontecimentos e diversifica sua área de atuação – com bons resultados em quase tudo o que faz.

Nos últimos anos, a empresa apostou em telefonia, em satélites para transmissão rápida de dados e até em uma televisão com acesso à internet. Em outubro, o Google destinou mais de 200 milhões de dólares para o que pode ser a mais espetacular aposta desde sua fundação: uma rede de cabos submarinos com 560 quilômetros de extensão para transmitir energia eólica produzida em alto-mar.

Batizada de Atlantic Wind Connection, a rede vai abastecer 1,9 milhão de casas na costa leste dos Estados Unidos com 6000 megawatts de energia. Até 2016, quando deve começar a funcionar, o empreendimento terá consumido 5 milhões de dólares.

A ideia de usar cabos submarinos para a transmissão da energia gerada por turbinas instaladas a milhares de quilômetros da costa não é pioneira. Parques eólicos como o Thanet, na Inglaterra, que ocupa uma área equivalente a 4000 campos de futebol, já utilizam a tecnologia. A originalidade do projeto bancado pelo Google é o sistema inteligente. Similar a uma espinha dorsal, a rede do Google é composta de um cabo principal do qual saem ramificações que se conectam a várias centrais transformadoras em águas rasas. Essas centrais coletam a eletricidade gerada por diversas fazendas eólicas.

O total de energia captada é distribuído em pontos variados da rede elétrica, em vez de em um só ponto, como acontece com a tecnologia tradicional. “Se o projeto der certo, ele pode vir a ser uma solução para o melhor aproveitamento das fazendas eólicas de alto-mar. Há regiões ainda não exploradas por falta de tecnologia de transmissão”, diz Eliane Fadigas, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

O flerte do Google com energias renováveis não é recente, mas só neste ano se concretizou. Em maio, o grupo gastou 39 milhões de dólares na aquisição de duas fazendas eólicas em Dakota do Norte. A opção de aplicar dinheiro na força dos ventos não é à toa. De todas as alternativas para os combustíveis fósseis, a eólica é a que mais tem atraído investidores.

Segundo dados da ONU, dos 119 bilhões de dólares investidos em fontes alternativas no ano passado, 67 bilhões de dólares foram para a energia eólica. A atual capacidade instalada mundial é de 121 gigawatts – duas vezes a de biomassa e dez vezes a solar. A estimativa é que um quinto da energia produzida no mundo em 2030 seja proveniente das fazendas de vento.

Fonte: Planeta Sustentável

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Descoberto material que pode transformar CO2 em combustível

No mundo da pesquisa energética, a tecnologia de captura de carbono é vista como uma das fronteiras finais: imagine se existisse um composto químico capaz de retirar todo o tipo de gás causador do efeito estufa da atmosfera. Os cientistas do Departamento de Energia dos Estados Unidos fizeram isso, ao identificar um novo material que não apenas captura CO2, mas o converte em combustível.

O novo composto foi chamado de tetrâmero de cobre e consiste em pequenos grupos de quatro átomos de cobre, unidos por uma camada fina de óxido de alumínio.Os tetrâmeros de cobre se ligam ao CO2 e ajudam a acelerar sua conversão em metanol, que pode ser armazenado ou queimado em forma de combustível.

O sistema poderia ser instalado dentro de uma chaminé, por exemplo, capturando os gases do efeito estufa antes mesmo que eles fossem liberados na atmosfera.Atualmente, o processo industrial usado para transformar dióxido de carbono em metanol usa um catalisador de cobre, óxido de zinco e óxido de alumínio.

Mas essa tecnologia é pouco eficiente, já que o número de átomos de carbono capturados pelo sistema é mínimo. Mas o catalisador criado pelos cientistas do governo americano ainda está longe de estar pronto para ser usado em larga escala.

Até agora, os cientistas conseguiram fabricar apenas pequenas quantidades do material, cuja durabilidade em longo prazo ainda é incerta. “Existe uma chance de que os tetrâmeros de cobre se decomponham quando colocados em um ambiente industrial. Por isso, garantir sua durabilidade é um passo crítico para o futuro da pesquisa”, afirma Larry Curtiss, pesquisador do Departamento de Energia americano que participou do estudo.

Fonte: Exame

 

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