Postes feitos com reaproveitamento de materiais e abastecidos por energia solar iluminam comunidades sem acesso à eletricidade

Falta de energia elétrica é sinônimo de exclusão. Consciente dessa realidade e da realidade de muitas comunidades do mundo, a ONG Litro de Luz, presente em 21 países, criou um projeto muito interessante que está ajudando a levar luz para comunidades carentes ou isoladas que não possuem acesso a energia elétrica ou que não podem arcar com seus custos. O projeto fabrica uma fonte de luz ecológica e economicamente sustentável com canos de PVC, garrafas PET, placas solares e lâmpadas de LED.

A gestora de Políticas Públicas e umas das responsáveis pela ONG Internacional “Litro de Luz”, em Brasília, Larissa Sampaio, explicou como esse projeto tem ajudado a essas comunidades.

“O Litro de Luz começou iluminando casas com lâmpadas de garrafa PET, que eram colocadas nas telhas das casas com água e alvejante em seu interior e iluminavam as casas, durante o dia, devido ao efeito da refração. À medida que a ONG foi evoluindo, percebemos um grande problema com a iluminação pública, então criamos o Poste Solar, construído com canos de PVC, uma bateria, uma garrafa PET, uma placa solar e três lâmpadas de LED. Durante o dia, essa placa solar fica captando toda a iluminação e quando anoitece, esse poste acende, então ele tem o mesmo efeito de um poste comum, entretanto ele é sustentável e mais barato”.

No Brasil, esses postes solares já foram instalados em Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. A instalação em Brasília será em agosto.

A ONG ganhou o prêmio principal da Universidade St. Andrews, da Escócia, no valor de US$ 100 mil, oferecido a iniciativas ambientais, com um projeto para iluminar comunidades ribeirinhas da Amazônia. Assim, o projeto também beneficiará algumas comunidades da Amazônia, começando por Bararuá, Dominguinhos, Jacarezinho e São Jorge do Membeca.

Fonte: Rádio Nacional da Amazônia e Ciclo Vivo

 

Publicado em Meio Ambiente | Deixar um comentário

Walmart assume política de desmatamento zero para a carne vendida na rede

iStock.com / sergeyryzhov

A rede multinacional Walmart veio a público anunciar seu compromisso com a política de desmatamento zero, que prevê o impedimento na entrada de produtos oriundos ilegalmente da Amazônia. A empresa estadunidense apresentou em conjunto seu plano de comunicações, visando informar e conscientizar os clientes a respeito da origem dos seus produtos.

O Walmart confirmou a criação de um sistema de monitoramento e gestão de riscos de carne bovina, desenvolvido com o objetivo de garantir o cumprimento da nova política também para os seus fornecedores (como é o caso das fazendas de gado da Amazônia, por exemplo).

“A ferramenta integra dados de georreferenciamento que mapeiam desmatamento, terras indígenas e unidades de conservação com informações de listas públicas sobre áreas embargadas e trabalho escravo”, diz a empresa em nota oficial divulgada em seu site.

Importante destacar que o posicionamento da loja foi anunciado após pressão do Greenpeace e de seus consumidores, que tomou grandes proporções com a campanha “Carne ao Molho Madeira”, lançada no fim do último ano. A expectativa da rede é entregar ao consumidor a garantia de origem de toda carne até 2017.

A nova política do Walmart exigirá também que fornecedores não localizados na região da Amazônia deverão também se adequar aos novos padrões, que atendem aos formatos estabelecidos pelo Desmatamento Zero e o demais critérios do Compromisso Público da Pecuária.

Com a notícia, o setor pecuário é o que tem mais a se beneficiar, já que continua sendo a atividade que mais desmata a floresta e ocupa cerca de 60% das áreas abertas na Amazônia, de acordo com o governo federal. A expectativa é para que as outras redes do setor, que ainda não estão aptas aos novos moldes, sigam os passos do Walmart.

Fonte: Pensamento Verde

 

Publicado em Meio Ambiente | Deixar um comentário

Suécia reaproveita 99% dos resíduos que produz

Quando se fala em sustentabilidade, a Suécia está sempre entre os países com maior destaque em todo o mundo. A nação escandinava dá exemplo em diversos setores, um deles é no manejo de resíduos. Apenas 1% do lixo produzido pelos suecos vai para lixões, o restante é reciclado, reutilizado ou transformado em energia renovável.

A eficiência do sistema de gestão de resíduos na Suécia é tão grande, que o país é obrigado a importar lixo de outras nações para garantir a sua produção de energia. Conforme informado em reportagem do jornal Huffington Post, são 32 usinas especializadas no aproveitamento da biomassa para a produção de eletricidade.

O sucesso do modelo sueco é fruto de um trabalho de décadas. Desde 1970 o país possui leis de logística reversa e a reciclagem se faz presente em todos os setores. Todas as empresas e pessoas são obrigadas a separarem adequadamente seu lixo e os fabricantes precisam se responsabilizar pela recolha dos resíduos pós-consumo originados por seus produtos.

Uma das principais razões para que o sistema funcione está na forma como as autoridades locais encaram o problema. “Os resíduos hoje são uma mercadoria diferente do que tem sido. Eles não são apenas lixo, são um negócio”, explicou Anna-Carin Gripwell, diretora de comunicação da empresa nacional de gestão de resíduos da Suécia.

A medida resolve dois grandes problemas de uma só vez: a falta de espaço para o descarte de resíduos e a energia. Antes de o lixo ser incinerado, tudo o que pode ser reciclado é reaproveitado. Apenas o que sobra é destinado para a produção de energia.

A opção é altamente eficiente, mesmo quando comparada aos combustíveis fósseis. De acordo com Göran Skoglund, porta-voz da Öresundskraft, uma das principais empresas de energia da Suécia, cada três toneladas de lixo é capaz de produzir a mesma quantidade de eletricidade que uma tonelada de petróleo.

As usinas funcionam da seguinte forma: os resíduos são dispostos em incineradores, onde são queimados. Este processo gera vapor, usado para girar grandes turbinas, que produzem eletricidade. A partir daí, a energia é transmitida pelas redes de transmissão e entregue à população.

A Suécia usa esta opção para queimar, anualmente, dois milhões de toneladas de lixo por ano. Esta opção faz com que o país deixe de consumir, anualmente, 670 mil toneladas de petróleo e outros combustíveis fósseis.

Fonte: Redação CicloVivo

 

Publicado em Meio Ambiente | Deixar um comentário

Coreia do Sul cobra por quilo de lixo descartado pelos moradores

Reeducar a população sobre seus hábitos e conscientizá-la dos problemas gerados através deles é uma difícil missão para líderes e governantes de todo o mundo. Incentivar a reciclagem e, principalmente, direcionar o lixo produzido pelas pessoas são algumas das grandes questões a serem resolvidas para os próximos anos.

Como forma de solução para o problema, o governo da Coreia do Sul passou a cobrar uma taxa por quilo para a quantidade de lixo orgânico descartado pela população. A ideia do projeto é levantar um fundo para destinação correta e responsável deste lixo, mobilizando todos os sul-coreanos a reduzirem o desperdício de alimentos – tido como uma das maiores questões mundiais na atualidade.

O “Pay as Your Trash” (“Pague Pelo Seu Lixo”, em português), nome dado ao projeto, prevê que os cidadãos realizem o descarte do seu lixo em alguns dos vários pontos de coleta espalhados na cidade. Ou, então, o indivíduo pode adquirir os sacos pré-pagos da campanha para fazer o descarte correto dos alimentos.

Para pagamento da taxa, que já entrou em vigor, o cidadão pode escolher a opção via internet ou geração de boleto, sem grandes dificuldades para cumprir com a sua parte. De acordo com a nota oficial da assessoria do governo, o projeto tem sido um sucesso! “Depois que as pessoas começaram a pagar pelo que jogam no lixo, elas começaram a repensar seus hábitos de consumo”.

Fonte: Pensamento Verde


 

Publicado em Meio Ambiente | Deixar um comentário