Plantas geneticamente modificadas produzem ômega 3

Pesquisadores britânicos comemoraram nesta terça-feira terem conseguido cultivar plantas geneticamente modificadas capazes de produzir ômega 3, que normalmente só é encontrado no óleo de peixe.

O centro de pesquisa Rothamsted desenvolveu em laboratório e em estufas plantas do tipo camelina modificadas capazes de produzir dois ácidos graxos benéficos para a saúde, normalmente obtidos no óleo de peixe.

Para tanto, uma equipe de cientistas introduziu genes de algas marinhas, fonte natural de ácidos graxos, nas sementes das plantas. Depois dos primeiros resultados conclusivos em laboratório, a empresa comemorou ter conseguido repetir a experiência em condições ambientais reais.

“Nossas descobertas dão esperança de que estas plantas contendo ácidos graxos podem ajudar a melhorar a sustentabilidade futura da indústria agrícola e do meio marinho”, explicou Olga que Sayanova, que trabalha no centro de pesquisa Rothamsted.

Os resultados gerais da pesquisa foram publicados na revista especializada Metabolic Engineering Communications. A partir do próximo teste serão comparadas diferentes estirpes da planta com os resultados da planta camelina não modificada geneticamente.

A aquicultura Reino Unido custa 3,2 bilhões de euros e representa um quarto da produção total de peixes, crustáceos e moluscos da União Europeia.

Fonte: Notícias Uol

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Brasil é o país que mais consome veneno agrícola

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking de países que utilizam agrotóxicos. Já ultrapassamos a marca de 1 milhão de toneladas por ano, mais de 5 kg de veneno agrícola por pessoa! As consequências disso, segundo o Inca, são infertilidade, impotência, abortos, hormônios desregulados, baixa imunidade e até câncer. O órgão publicou um documento oficial pedindo a redução do uso desse tipo de produto.

Segundo pesquisa da Anvisa, a abobrinha é a campeã em agrotóxicos: 48% das analisadas foram consideradas perigosas para a saúde. Em seguida, estão a alface, o tomate e a uva.

Apesar disso, o Inca recomenda que os brasileiros não reduzam o consumo de frutas, verduras e legumes, já que uma dieta saudável é fundamental para a prevenção de várias doenças, inclusive o câncer.

Para fugir dos venenos, o ideal é recorrer aos alimentos orgânicos. No entanto, eles costumam ser mais caros. O que ajuda um pouco é lavar bem os não orgânicos em água corrente. “Isso remove parte do agrotóxico da casca, apesar de não retirar o que já foi absorvido. E deixar os vegetais de molho no bicarbonato não resolve”, diz Carla Beatriz de Souza, nutricionista e responsável técnica do laboratório de nutrição da Unesp.

Fonte: Planeta Sustentável

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Brasil abriu mão de combater desmatamento, diz Greenpeace

A organização não governamental Greenpeace criticou recentemente os termos do compromisso assumido pelo governo brasileiro, em acordo bilateral com os Estados Unidos, para acabar com o desmatamento ilegal de florestas e mitigar as causas das mudanças no clima.

O documento informa que o Brasil pretende restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas até 2030. Não foi definido, no entanto, um prazo para zerar o desmatamento.

“É inaceitável que o compromisso mais ambicioso que Dilma assume para proteção das florestas e combate às mudanças climáticas seja tentar cumprir a lei. Mas foi exatamente isso o que ela fez em aguardada reunião com [o presidente Barack] Obama hoje (30) pela manhã, em Washington (EUA): prometeu fazer o possível para combater o desmatamento ilegal no Brasil, sem dar prazo ou garantia concreta”, diz a nota do Greenpeace.

“Dilma também prometeu restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas até 2030, mas isso é cerca de metade do exigido pelo atual Código Florestal para zerar nosso passivo ambiental”, acrescenta a nota.

Para o Greenpeace, o governo brasileiro, em vez de defender o desmatamento zero, propõe desmatamento ilegal zero ou o desmatamento líquido zero, o que abriria grande margem aos desmatadores.

Enquanto dezenas de governos se comprometeram a zerar suas perdas florestais até 2030, como consta na Declaração de Nova York sobre Florestas, no ano passado – que o governo brasileiro se recusou a assinar –, a ONG ressalta ser “vergonhoso que o nível do debate e do compromisso no país ainda sejam tão baixos”.

No acordo assinado hoje pelos dois países, os presidentes destacaram que vão trabalhar em cooperação na geração de energia nuclear segura e sustentável, além de reconhecer a necessidade de acelerar o emprego de energia renovável para ajudar a mover as economias.

Os países propuseram a adoção de “ações ambiciosas”, no sentido de atingir, individualmente, 20% de participação de fontes renováveis em suas respectivas matrizes elétricas, até 2030 – além, naturalmente, da geração hidráulica.

“[O governo brasileiro] na verdade, poderia alcançar pouco mais que o dobro disso, segundo dados do Observatório do Clima”, ressalta o Greenpeace.

A nota do Greenpeace menciona ainda o “assustador anúncio de uma cooperação nuclear para compartilhar tecnologias de geração ‘seguras e sustentáveis’ entre os dois países”.

Fonte: Exame

 

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Prédios poderão gerar energia solar (e não é pelo teto)

Vale do Silício tem uma novidade que pode revolucionar a forma como a eletricidade chega até nós. A startup Ubiquitous Energy criou uma tela transparente que pode ser colocada sobre qualquer superfície para gerar energia através da luz solar.

Diferentemente dos painéis solares utilizados hoje em dia, que precisam de um espaço próprio e amplo para serem instalados, a tela transparente pode ser colocada nas janelas de prédios e arranha-céus  para gerar eletricidade.

E o mais incrível: os celulares e tablets, por exemplo, poderiam funcionar sem que nunca acabassem suas baterias.A tela foi feita para selecionar a luz visível ao olho humano, enquanto absorve a luz ultravioleta e infravermelha para convertê-las em energia, como informa o próprio site da startup.

A ClearView, como é chamado o material, é a primeira tecnologia transparente que conseguiu transformar a luz solar em energia sem trazer impactos à visão.

O material, de acordo com a startup, é eficiente, fino, tem menos do que 0,001 milímetros de espessura e não possui substâncias tóxicas.A novidade também traz avanços importantes para a redução da poluição: uma energia limpa, natural e renovável.

A Ubiquitous Energy está desenvolvendo a tela junto com parceiros comerciais, que ajudam a criar os primeiros protótipos da ClearView para uso em dispositivos móveis.

Fonte: Exame

 

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